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11/03/2010 - 08h45

Karzai pede ao Paquistão apoio pela estabilidade no Afeganistão

Islamabad, 11 mar (EFE).- O presidente afegão, Hamid Karzai, insistiu nesta quinta-feira que o Paquistão assuma a responsabilidade de enfrentar o extremismo e que não é possível a estabilidade no Afeganistão sem a ajuda do país vizinho.

"Existe a consciência das oportunidades e perigos que enfrentamos. É nosso dever trabalharmos juntos para acabar com esses perigos. Sem o Paquistão, o Afeganistão não conseguirá ser estável", disse Karzai em entrevista coletiva junto ao primeiro-ministro paquistanês, Yousef Raza Guilani.

O presidente afegão sustentou que seu país não permitirá que seu território "seja utilizado por outros contra o Paquistão", a mesma posição que espera do Paquistão, país que classificou de "irmão gêmeo" do Afeganistão.

Karzai, quem chegou na quarta-feira em visita oficial de dois dias a Islamabad, não fez referência ao possível papel do Paquistão como mediador entre seu Governo e os Estados Unidos com os talibãs afegãos que buscam refúgio em território paquistanês, que os analistas consideram o assunto central das conversas desta quinta-feira.

Perguntado sobre as recentes detenções de importantes lideranças da insurgência talibã afegã em solo paquistanês e de sua possível extradição ao Afeganistão, Guilani afirmou que "estão estudando" as opções com os "especialistas".

Também não houve uma resposta clara por parte de Karzai à oferta do Exército paquistanês de formar e treinar as forças militares e policiais afegãs, um papel com o qual Paquistão pretende resistir a qualquer possibilidade de enfrentamento com a potência rival vizinha, Índia, neste âmbito.

"É uma oferta que estudaremos e responderemos", disse o presidente afegão.

Não entrou em detalhes também sobre os frequentes ataques com mísseis de aviões não tripulados feitos pelos Estados Unidos nas áreas tribais paquistanesas na fronteira com o Afeganistão. Ontem, 14 pessoas na região do Waziristão do Norte atingidas por esses mísseis.

"É algo que vai além do Afeganistão. Não são operados por nós. É um assunto dos EUA e Paquistão", manteve, ao tempo que desmentiu que os equipamentos que lançam ataques em solo paquistanês partam do Afeganistão.

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