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11/03/2010 - 13h42

Ucrânia encerra fase "laranja" com formação de novo Governo

Boris Klimenko.

Kiev, 11 mar (EFE). A Ucrânia virou a página da Revolução Laranja com a formação de um novo Governo, liderado pelo primeiro-ministro Nikolai Azarov, braço direito do recém-eleito chefe de Estado ucraniano, Viktor Yanukovich.

No começo da manhã de hoje, o presidente da Rada Suprema (Parlamento), Vladimir Litvin, anunciou que havia sido estabelecida uma nova coalizão parlamentar capaz de formar Governo. Para isso, são necessários ao menos 226 deputados, a metade mais um dos membros da câmara.

A nova maioria foi batizada de Estabilidade e Reformas e é formada por deputados do Partido das Regiões, do Partido Comunista, do Bloco Litvin e vários políticos independentes. A maioria foi rápida ao aprovar a nomeação de Azarov, de 62 anos, e dos membros de seu gabinete.

"Com o mandato do povo para empregar todas as instituições do poder em prol do florescimento da Ucrânia, informamos aos cidadãos que o período de destruição ficou no passado", disse Yanukovich em seu site.

O presidente ucraniano ressaltou que a nova coalizão "assume toda a responsabilidade por tirar o país da crise política e socioeconômica em que se encontra mergulhado".

Número dois do Partido das Regiões, ao qual Yanukovich pertence, o vice-primeiro-ministro Azarov foi o eleito para ocupar a chefia do Governo. O cargo ficou vago na semana passada, quando a carismática e polêmia Yulia Timoshenko foi destituída.

A formação do novo Governo não só acabou com a ameaça de dissolução do Legislativo e da entrada de novos parlamentares como pôs fim à tensa convivência entre Timoshenko e o ex-presidente Viktor Yushchenko, antigos aliados que terminaram inimigos.

Segundo a Constituição ucraniana, a nomeação do primeiro-ministro é prerrogativa da Rada e o chefe do Estado só confirma sua nomeação.

O Parlamento também aprovou a composição do novo Gabinete e as nomeações dos titulares de Assuntos Exteriores e Defesa, os dois únicos ministros designados pelo chefe de Estado.

Yanukovich colocou Konstantin Grischenko, até agora embaixador da Ucrânia em Moscou, à frente do Ministério de Assuntos Exteriores, e deixou o Ministério da Defesa a cargo de Mikhail Yezhel, ex-comandante-em-chefe da Marinha ucraniana.

Antes da votação da Rada, Azarov discursou e disse aos deputados que "o país foi saqueado, os cofres estão vazios e a dívida pública triplicou".

Sobre o Orçamento para 2010, ele garantiu que apresentaria um projeto antes de 11 de abril. "A tarefa é aprovar um Orçamento realista, que desbloqueie uma série de problemas: da organização da Eurocopa 2012 até o financiamento das regiões", disse.

O novo primeiro-ministro está convencido de que a situação do país começará a se estabilizar ainda este ano, mas alertou que a "Ucrânia deve estar preparada para uma segunda onda de crise".

O presidente Vladimir Putin foi um dos primeiros a felicitar o governante. "Acreditor que trabalharemos de maneira próxima e construtiva com o senhor e seu Gabinete para fortalecer os laços entre nossos Estados. Estou convencido de que isso serve aos interesses dos povos irmãos da Rússia e da Ucrânia", escreveu.

Timoshenko, que venceu Yanukovich nas eleições do ano passado, qualificou como ilegal a formação do gabinete liderado por Azarov.

"Nós vamos acompanhar a situação de perto, dia a dia, e veremos como irão transcorrer os primeiros cem dias do Governo formado ilegalmente e os primeiros cem dias do presidente eleito ilegalmente", disse a ex-primeira-ministra.

Timoshenko assegurou que seu partido fará oposição "em cada aldeia, em cada cidade, em cada fábrica ", e impedirá a formação de "programas estatais antiucranianos".

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