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12/03/2010 - 05h30

China responde a relatório dos EUA sobre direitos humanos

Pequim, 12 mar (EFE).- O Governo chinês demorou menos de um dia para publicar seu próprio relatório em resposta aos Estados Unidos, que denunciaram nesta quinta que, no ano passado, a situação dos direitos humanos na China tinha piorado em temas como liberdade religiosa e uso da internet.

O relatório chinês, publicado hoje pelo Escritório de Informação do Conselho de Estado (Poder Executivo), se mostra muito crítico com Washington. O Governo americano é acusado de utilizar os direitos humanos "como um instrumento político para interferir nos assuntos internos de outros países, difamar a imagem de outras nações e perseguir seus próprios interesses estratégicos".

"Como em anos anteriores, os relatórios (dos EUA) estão cheios de acusações sobre a situação dos direitos humanos em mais de 190 países e regiões, incluindo a China, mas fecham os olhos, se esquivam e até encobrem abusos dos direitos humanos em seu próprio território", afirma o texto do Executivo chinês.

O relatório de Pequim destaca que os EUA não permitem a liberdade de imprensa e expressão, e remete a casos de escutas telefônicas e de controle e monitoração da internet depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, assim como à iniciativa do Congresso americano de impor sanções a cadeias árabes de televisão via satélite.

Pequim também afirma que os norte-americanos estão vivendo um aumento das situações de abuso de poder e de delitos violentos.

"Em um momento no qual o mundo está sofrendo um desastre nos direitos humanos causado pela crise financeira global induzida pela crise 'subprime' dos EUA, o Governo americano segue ignorando seus próprios problemas de direitos humanos e só aponta os dedos aos outros países. É realmente uma pena", conclui o documento.

Trata-se do décimo primeiro documento anual emitido por Pequim sobre os direitos humanos nos EUA, em resposta à apresentação, quinta-feira, de um relatório de Departamento de Estado americano sobre a evolução dos direitos humanos no mundo, que faz duras críticas a China, Irã e Cuba.

Para Washington, a situação na China "segue ruim, e piorou em algumas áreas" em 2009, especialmente em respeito a castigos aos dissidentes e algumas minorias étnicas, como uigures e tibetanos.

O relatório americano também denunciou "abusos graves dos direitos humanos", que incluem "mortes extra judiciais, execuções sem processo devido, tortura e confissões obtidas sob coerção e uso de trabalhos forçados".

As relações diplomáticas entre Pequim e Washington passam por momentos de grandes tensões, após o anúncio do plano americano de vender um pacote de armas a Taiwan, avaliado em US$ 6,4 bilhões, e o encontro recente entre o presidente americano Barack Obama e o Dalai Lama.

A China tomou medidas de represália, como a suspensão dos intercâmbios militares bilaterais com os EUA, e anunciou sanções contra empresas americanas que participem da venda de armas a Taiwan.

O conflito da censura do Google na China, os direitos humanos e a valorização do iuane são outros assuntos que dificultam as relações bilaterais.

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