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12/03/2010 - 17h08

Colômbia e Cruz Vermelha entram em acordo para libertar reféns

Bogotá, 12 mar (EFE).- O Governo colombiano e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) entraram em acordo sobre o protocolo de segurança que deve resultar na entrega de dois reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), além dos restos mortais de um policial morto em cativeiro.

A informação foi confirmada hoje pelo ministro da Defesa, Gabriel Silva, em entrevista à Agência Efe.

O acordo representa o início da missão humanitária para a entrega dos soldados Josué Daniel Calvo e Pablo Emilio Moncayo e dos restos do policial Julián Guevara, conforme as Farc se comprometeram em abril do ano passado.

Silva disse que assinará o protocolo, que estabelece regras para evitar riscos na hora da libertação dos reféns de acordo com o que foi tratado com a CICV.

A afirmação foi uma resposta à senadora Piedad Córdoba, mediadora nas negociações com as Farc, que disse nesta quinta-feira que tudo está pronto para a libertação, faltando apenas esclarecer um ponto do protocolo de segurança com o Ministério da Defesa.

Silva insistiu que nunca falou com Córdoba e deixou claro que seu único interlocutor é a Cruz Vermelha.

Em relação à parte operacional do acordo, o ministro explicou que se trata de "suspender as operações militares nas zonas solicitadas pela Cruz Vermelha por um período de tempo determinado, que deve ser suficiente para que ocorram as libertações". Segundo ele, o Governo colombiano sempre esteve disposto a facilitar as libertações.

Sobre Córdoba, disse que não lhe surpreende que "se declare porta-voz oficial das Farc", em alusão a declarações da senadora de que estas serão as últimas libertações unilaterais da guerrilha, porque já chegou o momento da troca de reféns por rebeldes presos.

Foi a opositora que recebeu as coordenadas dos lugares onde a guerrilha entregará em breve os dois militares e o cadáver do policial. A operação, liderada pela CICV e pela Igreja Católica, só será possível graças à mediação de Córdoba e às aeronaves e pilotos emprestados pelo Governo brasileiro.

O ministro ressaltou que a operação só deve ocorrer depois das eleições de domingo.

Moncayo é o refém mais antigo em poder das Farc - está em cativeiro desde dezembro de 1997. Já o soldado Calvo foi sequestrado em abril de 2009, enquanto Guevara morreu no cativeiro em janeiro de 2006, oito anos depois de ser preso pela guerrilha colombiana.

Fora os soldados que devem ser libertados, as Farc ainda têm em seu poder outros 22 militares que só serão trocados por guerrilheiros presos.

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