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12/03/2010 - 11h47

Lula ratifica interesse do Brasil em negociações de paz no O.Médio

Jerusalém, 12 mar (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará domingo a Jerusalém em uma curta viagem pelo Oriente Médio, na qual tratará impulsionar o papel do Brasil como mediador na região.

O chefe do Estado brasileiro visitará Israel, o território palestino ocupado da Cisjordânia e a Jordânia. Durante sua estada, manterá encontros com os principais líderes regionais, entre eles o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, o rei Abdullah, da Jordânia; seu colega israelense, Shimon Peres, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Em uma entrevista exclusiva publicada hoje pelo jornal israelense "Ha'aretz", Lula se define como "um negociador" e diz que o Brasil pode ter um importante papel no conflito no Oriente Médio, que, acrescentou, precisa de "jogadores que possam propor novas ideias e que tenham acesso a todos os níveis do conflito em Israel, Palestina, Irã, Síria, Jordânia e outros países".

Segundo Lula, "americanos, franceses, britânicos, russos e chineses querem fazer avançar o processo de paz no Oriente Médio", mas "as partes em conflito e as pessoas envolvidas no processo estão cansadas dele há muito tempo".

"Quem quer realmente a paz no Oriente Médio? Quem tem interesse em conseguir uma solução e quem quer que o conflito continue?", questionou Lula, que assegura ter a impressão de que "alguém está trabalhando como se tivesse inimigos escondidos, gente que simplesmente não quer que um acordo seja alcançado".

Na entrevista, Lula se refere ao Irã e afirma que, "antes de impor sanções a esse país por seu programa nuclear, é preciso avançar na paz no Oriente Médio", já que este conflito "não é bilateral e não pertence só a Israel e à Palestina".

"Há outros interesses no Oriente Médio que devem estar representados no alcance de uma solução. O Irã é parte de tudo isto e alguém deve falar com eles", afirmou.

O chefe de Estado brasileiro assegura ter deixado claro ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejah, que este "não pode continuar dizendo que quer a liquidação de Israel (...) nem negando o Holocausto".

Ao mesmo tempo, discordou de afirmações feitas por Netanyahu, que equipara o presidente iraniano com Hitler e seu Governo, com o regime nazista.

"Qualquer um que compare Ahmadinejad e o Irã moderno com Hitler e os nazistas defende o mesmo tipo de radicalismo pelo qual o Irã é acusado" e "não contribui ao processo de paz", destacou Lula.

"Não se pode fazer política com ódio e ressentimento", concluiu o presidente, segundo quem "não é possível dirigir um país com o fígado, mas com a cabeça e o coração".

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