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14/03/2010 - 20h07

Dia eleitoral termina na Colômbia com relativa calma

Bogotá, 14 mar (EFE).- A Colômbia terminou hoje uma jornada eleitoral relativamente tranquila, abalada apenas pela explosão de um carro-bomba no noroeste do país, matando uma pessoa, e a desativação de explosivos em diferentes regiões.

Os 10.376 postos de votação para as eleições legislativas fecharam às 16h locais (18h) em meio a denúncias de falta de transporte para alguns eleitores e irregularidades no processo.

Neste domingo, os colombianos foram às urnas para renovar o Senado e a Câmara de Representantes, além de escolher, pela primeira vez de forma direta, seus cinco representantes no Parlamento Andino.

Além disso, os eleitores que quiseram puderam aproveitar para escolher uma cédula, do Partido Verde ou do Partido Conservador, para designar os candidatos destas legendas à Presidência para as eleições presidenciais de 30 de maio.

Os resultados só serão divulgados quando a comissão eleitoral entregar os dados finais. Não há pesquisas de boca-de-urna na Colômbia.

O incidente mais grave deste domingo eleitoral ocorreu no departamento (estado) de Antioquia, no noroeste do país, onde um suposto guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morreu enquanto, aparentemente, manipulava os explosivos de um carro-bomba.

Em paralelo, a Polícia colombiana desativou um caminhão-bomba no departamento de Arauca, na fronteira com a Venezuela. Segundo fontes oficiais, os dois veículos seriam utilizados para cometer atentados durante as eleições deste domingo.

Ontem, um carro-bomba foi desativado no centro da cidade de Cali (sudoeste).

Além disso, o Exército colombiano localizou hoje sete explosivos em uma estrada no departamento de Nariño (sudoeste).

Também hoje, seis soldados ficaram feridos em um ataque guerrilheiro a um tanque militar no município de Caloto, no departamento de Cauca (sudoeste).

A missão de observação eleitoral internacional reconheceu que outros atos violentos que poderiam ter afetado o comportamento normal das eleições foram contidos a tempo em departamentos como Tolima, Caquetá e Risaralda.

Mesmo assim, em um relatório, a missão expressou sua preocupação com "as ameaças contra a população civil por parte dos Los Rastrojos e dos Los Paisas (grupos de narcotraficantes e paramilitares) com o objetivo de apoiar determinados candidatos nos departamentos de Valle del Cauca, Antioquia, Córdoba e Nariño".

O ministro de Interior e Justiça colombiano, Fabio Valencia, reportou diferentes incidentes e também denúncias de irregularidades, como foi o caso de compra de votos em pelo menos três departamentos: Antioquia, Bolívar e Magdalena.

Neste contexto, as votações transcorreram em meio a fortes medidas de segurança após as frustradas tentativas de atentados dos últimos dias. Mais de 250 mil policiais e militares foram espalhados pelo país.

Apesar de autoridades e observadores opinarem que esta campanha eleitoral foi a mais segura e tranquila na Colômbia nos últimos 25 anos, nos últimos dias foram apreendidas três toneladas de explosivos que seriam utilizados para boicotar o pleito.

O diretor de segurança pública da Polícia colombiana, general Orlando Páez Barón, disse que 27 pessoas foram detidas hoje, entre elas oito por crimes eleitorais.

Quase 30 milhões de colombianos foram convocados hoje às urnas para escolher, entre mais de 2.500 candidatos, os 102 senadores e 166 representantes para a Câmara Baixa do Congresso Nacional.

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