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14/03/2010 - 21h57

ONU e Haiti concordam que prioridade do país é reconstrução de casas

Porto Príncipe, 14 mar (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente do Haiti, René Préval, concordaram hoje que a prioridade do país caribenho após o grande terremoto de 12 de janeiro é a construção de casas resistentes às chuvas e que a ajuda internacional seja melhorada para não interferir na produção local.

Em entrevista coletiva na base logística da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), Ban e Préval também concordaram na necessidade de instalar estruturas de saneamento no país.

O secretário-geral da ONU afirmou que o organismo está interessado em "construir casas comuns mais resistentes para o maior número de pessoas" antes de junho, quando se iniciará a próxima temporada de furacões no Caribe.

Além disso, ele expressou o interesse da entidade em avaliar o estado das casas que não foram afetadas pelo devastador terremoto que afetou a capital haitiana e outras cidades, para que seus proprietários possam retornar a elas.

A iniciativa da ONU permitirá aos desabrigados do terremoto enfrentar "com mais segurança" os próximos meses, indicou Ban. Ele confiou em que não se repita no país uma tragédia como a causada pelo terremoto de janeiro que arrasou Porto Príncipe e outras cidades do país e deixou cerca de 217 mil mortos.

Em outra ordem, Ban e Préval concordaram que é necessário melhorar a coordenação da ajuda enviada ao Haiti para os desabrigados do terremoto para evitar que a ajuda desestimule a produção e o comércio nacional.

O líder haitiano, que retornou hoje a seu país após visitar os Estados Unidos e a Dominica, sugeriu que as compras de produtos como o arroz sejam feitas no Haiti "para prevenir qualquer concorrência" com a produção local.

Préval defendeu um processo de adaptação entre a produção agrícola nacional e o comércio nacional que não represente "nenhuma" concorrência com a ajuda alimentícia internacional.

"Estamos agora depois do período de emergência com uma maciça ajuda internacional de alimentos. Agora, é preciso se adaptar à realidade da produção agrícola nacional", disse.

Ban, por sua vez, reconheceu a "improvisação" na distribuição da ajuda durante os primeiros dias depois do devastador terremoto.

Nesse sentido, o secretário-geral concordou com Préval que devem ser melhorados os esforços realizados pelos diferentes setores no país em favor dos desabrigados do terremoto.

Ban ressaltou que "o Governo do Haiti deve se encarregar desse processo de coordenação bem feita", antes da cúpula de países pela reconstrução do Haiti, convocada pela ONU para o dia 31 de março em Nova York.

O secretário-geral da ONU fez hoje uma breve visita ao Haiti para avaliar a situação do país caribenho dois meses depois do terremoto de 7 graus na escala Richter ocorrido em 12 de janeiro.

Trata-se da segunda visita que o principal responsável da ONU realiza ao Haiti após a catástrofe. A primeira ele havia feito alguns dias depois da tragédia, que deixou a 1,2 milhão de pessoas sem moradia.

Em fevereiro passado, a ONU estimou em US$ 1,441 bilhão as necessidades do país caribenho para a assistência imediata e sua recuperação. Dessa quantidade, o país já recebeu mais de US$ 600 milhões.

Em 15 de janeiro passado, três dias depois do terremoto, a ONU fez seu primeiro pedido à comunidade internacional de US$ 572 milhões. Um mês depois, o organismo fez um segundo pedido, que totalizou a ajuda demandada em US$ 1,441 bilhão.

A ONU considera que as necessidades da nação caribenha são muito grandes. Por isso, são necessárias contribuições urgentes como teto, alimentos e saúde, sobretudo agora que a temporada de chuvas começou e se aproxima a de furacões.

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