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17/03/2010 - 15h43

Ministro defende aplicação mundial de programa de igualdade racial brasileiro em conferência em Madri

Em Madri

O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, defendeu hoje o "fim estratégico" da política de igualdade e integração racial do Governo e a necessidade de colocar estas reformas na agenda das Nações Unidas para que outros países possam se beneficiar da iniciativa.

Santos participou nesta quarta-feira da conferência "As políticas de igualdade étnico-racial na região ibero-americana: O modelo brasileiro" na sede da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib), em Madri. Ele falou das ações inovadoras aplicadas nesse campo pelo Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A conferência contou com a presença, entre outros, do secretário-geral Ibero-americano, Enrique Iglesias, que afirmou que o Brasil é uma referência para a América Latina na aplicação de políticas de integração social.

A igualdade "é um dos pilares de nossas democracias", disse Iglesias. Ele insistiu na necessidade dos Governos prestarem atenção no modelo brasileiro.

"Tivemos a oportunidade de assinar (com a Segib) dois protocolos de colaboração destinados a promover a igualdade na sociedade ibero-americana", disse Santos.

Essas e outras ações, como a criação de um portal na internet para apresentar a experiência de integração racial brasileira, "tem o desafio de consolidar a agenda de ações entre o Brasil e a comunidade ibero-americana", disse o ministro.

Vereador no Rio de Janeiro durante 18 anos, deputado e agora ministro, Santos foi o candidato negro mais votado nas últimas eleições. "É preciso construir um ambiente democrático, uma maioria que defenda essa política de integração racial", afirmou.

O ministro apresentou algumas estatísticas sobre o êxito das ações empreendidas em seu país na luta contra a pobreza e a favor da integração dos afrodescendentes.

"A população negra está na base da pirâmide social e é vítima de uma vulnerabilidade maior", disse Santos. Segundo ele, desde que Lula assumiu o poder, em janeiro de 2003, cerca de 10 milhões de negros ascenderam socialmente.

Enquanto em 1990, a pobreza afetava 37,1% dos negros do país, em 2008 esse número passou para 6,6%. Já a taxa de analfabetismo, que afetava 25,7% dos negros em 1992, foi para 13,6% em 2008, embora ainda fique longe dos números atribuídos à população branca (6,2% em 2008).

A melhora na qualidade de vida da população afro-brasileira também se reflete em âmbitos como o acesso à habitação e o acesso a serviços básicos, como a água e a eletricidade.

Como conclusão, Iglesias ressaltou as oportunidades que este tipo de atuação estatal tem na política externa latino-americana, tendo em vista a expansão das relações com os países africanos, muitos dos quais foram visitados por Santos para expor a revolução da igualdade liderada pelo Brasil.

"Necessitamos desse tipo de políticas ativas. Sem elas não se pode avançar", disse o responsável pela Segib. "É preciso lembrar que não pode existir região ibero-americana sem as sociedades indígena e negra", acrescentou.

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