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17/03/2010 - 11h35

Coalizão do premiê iraquiano pede recontagem de votos em Bagdá

Bagdá, 17 mar (EFE).- A coalizão do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, pediu à Comissão Eleitoral do país para fazer uma recontagem dos votos da província de Bagdá por supostas "irregularidades" ocorridas nos resultados provisórios.

O porta-voz da Comissão Eleitoral, Qasem al Abudi, confirmou à Agência Efe que o organismo recebeu este pedido por escrito, mas não deu detalhes sobre os problemas detectados pelo Estado de Direito, a coalizão de Maliki.

Segundo os últimos dados divulgados com perto de 80% das urnas apuradas, a coalizão Al Iraqiya, liderada pelo ex-primeiro-ministro Iyad Allawi, tem 2.102.981 votos, logo à frente do Estado de Direito, que recebeu 2.094.357.

No entanto, em Bagdá, com a apuração de 77,84% das urnas, a coalizão de Maliki lidera com 663.311 votos, seguida pela Al Iraqiya, com 594.053.

Abudi garantiu que a Comissão Eleitoral realiza o processo de apuração com "precisão total", mas reconheceu que qualquer legenda tem direito a pedir uma recontagem.

Um dos dirigentes da coalizão de Maliki, Ali al Adib, disse em declarações à imprensa que o Estado de Direito enviou há dois dias uma carta à Comissão na qual pede a repetição da apuração.

Adib disse que sua coalizão "tem informações confirmadas sobre irregularidades na apuração de votos a favor de uma determinada entidade política em Bagdá".

Além disso, acrescentou que "algumas partes manipularam os números dos resultados da coalizão (de Maliki) em Bagdá".

O dirigente da coalizão de Maliki apontou que houve irregularidades também em outras províncias, mas que estas não estão claras porque os resultados finais do pleito ainda não foram anunciados.

À exceção das três províncias do Curdistão iraquiano, o Estado de Direito é a coalizão mais votada em sete províncias, enquanto a Al Iraqiya lidera em cinco. No cômputo total de votos, entretanto, a última fica em primeiro lugar.

A Comissão Eleitoral calcula que os resultados finais estarão prontos no final do mês.

O Parlamento eleito, de 325 cadeiras, se encarregará de designar o próximo presidente iraquiano, com limitadas funções executivas, e dele surgirá também a próxima coalizão governante.

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