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17/03/2010 - 23h25

Cuba diz que EUA e UE participam de "provocação contra-revolucionária"

Havana, 17 mar (EFE).- O Governo cubano acusou diplomatas europeus e americanos de participar de atos de "provocação contra-revolucionária" por estarem presentes quando uma manifestação de mulheres dissidentes foi reprimida com violência hoje em Havana.

"Um funcionário do Escritório de Interesses dos Estados Unidos (SINA) em Havana participou hoje de novo ato de provocação contra-revolucionária", assegurou a agência estatal "Prensa Latina", que o identificou como Lowell Dale Lawton, segundo o secretário do escritório.

De acordo com a agência de notícias, o americano "assistiu a uma missa em uma igreja no bairro de Párraga junto com integrantes das autodenominadas Damas de Branco, que ao fim da liturgia saíram às ruas para protestar contra supostas violações de direitos humanos em Cuba".

"Na véspera, dois representantes das embaixadas da Alemanha e da República Tcheca também participaram de um ato semelhante, em aberta colaboração com os pequenos grupos contra-revolucionários organizados e financiados pelos Estados Unidos e algumas nações europeias", acrescenta.

Agentes cubanos uniformizados e à paisana empurraram e arrastaram hoje cerca de 30 opositoras, fazendo com que elas entrassem à força em dois ônibus para dissolver uma passeata no subúrbio de Havana, parte dos protestos pelo sétimo aniversário da prisão de 75 dissidentes, em 2003.

A "Prensa Latina" acrescentou que as "ações de provocação em Cuba com a presença de diplomatas americanos e de países da Europa Ocidental acontecem em meio a uma campanha de corporações midiáticas contra a ilha, intensificada a partir de 10 de março, quando o Parlamento Europeu adotou uma resolução de condenação por supostas violações dos direitos humanos".

Além da nota, um programa de duas horas na televisão oficial - em Cuba só há imprensa estatal - denunciou uma "maquinaria anticubana" que mantém uma "feroz campanha midiática" por causa da morte em fevereiro passado do dissidente preso Orlando Zapata, após greve de fome de 85 dias.

O Governo cubano e sua imprensa qualificam Zapata e todos os opositores como "delinquentes comuns" e "mercenários".

Segundo um dos participantes do programa, os EUA e a "arcaica Europa" atacam Cuba porque o país "é atualmente uma potência moral", uma "sociedade que não é perfeita", mas "a mais perfeita dentro do possível".

Segundo a televisão estatal, "os europeus cumprem uma missão dos Estados Unidos", com a ajuda de "cérebros que trabalham para o mal".

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