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17/03/2010 - 20h59

Obama diz não se preocupar com manobra para aprovar reforma na saúde

Washington, 17 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que não se preocupa com a disputa no Congresso sobre um regulamento que permitiria a aprovação da reforma de saúde sem a necessidade de um voto formal.

"Não passo muito tempo me preocupando com os regulamentos dos procedimentos na Câmara de Representantes ou no Senado", disse Obama em uma entrevista ao canal "Fox".

"O que posso dizer é que o voto realizado na Câmara de Representantes será um voto pela reforma de saúde (...) se votam contra, votarão contra a reforma do cuidado da saúde e a favor do status quo", afirmou.

Com viagens e discursos por todo o país, o presidente participou de uma intensa campanha de persuasão em favor da reforma, que amplia a cobertura médica, regula os planos e reduz os custos da saúde.

É a primeira vez que Obama se pronuncia publicamente sobre a conturbada disputa entre democratas e republicanos, em uma tática parlamentar que permite que a Câmara aprove a versão da reforma ratificada em dezembro pelo Senado sem a necessidade de um voto formal.

Em entrevista coletiva, o líder da maioria democrata na Câmara de Representantes, Steny Hoyer, disse que a bancada do partido está à espera da análise que será entregue pelo Escritório Orçamentário do Congresso (CBO) sobre o plano.

"Votaremos assim que ela estiver pronta para a apresentação no plenário. Diria com toda segurança que sábado ou domingo são possibilidades", explicou Hoyer.

A hierarquia democrata na Câmara permite essa opção legislativa uma vez que a maioria dos membros do partido se opõe à versão aprovada pelo Senado, por assuntos espinhosos que vão desde a exclusão da chamada 'opção pública' até questões fiscais e o aborto.

Os republicanos, em geral, criticam os democratas por estarem supostamente violando as regras com o uso da tática, e pensam em submeter uma resolução a voto amanhã, que exige o registro de uma opinião formal e decisiva sobre a reforma.

"Há muita coisa em jogo e este projeto de lei é controvertido demais para que não tenha uma prestação de contas absoluta", disse o líder da minoria republicana na Câmara, John Boehner.

Obama deve iniciar no próximo domingo uma viagem pela Austrália e a Indonésia, e os líderes republicanos prometeram fazer todo o possível para bloquear o plano de reforma e obrigar o retorno às negociações.

Os democratas retrucam que os republicanos recorreram a esse truque parlamentar muitas vezes quando tinham o controle do Congresso para aprovar leis impopulares entre a oposição.

Segundo o polêmico procedimento, a Câmara poderia aprovar simultaneamente, sem programar um voto formal, a reforma de saúde do Senado enquanto debate e vota uma série de modificações a esse mesmo plano em um segundo projeto de lei.

Essa segunda legislação teria as remodelações à reforma de saúde do Senado que os democratas votaram a contra gosto.

A reforma, preparada entre os democratas e a Casa Branca, recebeu o respaldo do legislador Dennis Kucinich, da ala mais progressista do Partido Democrata e que se opunha ao plano por considerá-lo insuficiente.

Grupos a favor e contra intensificaram os ataques mútuos e investiram somas milionárias em campanhas midiáticas esta semana.

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