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18/03/2010 - 15h51

Ataque de Gaza a Israel marca visita de representante da UE

Jerusalém, 18 mar (EFE).- Um foguete lançado de Gaza causou a morte de um trabalhador tailandês hoje em Israel, coincidindo com a primeira visita da chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, à Faixa.

O ataque foi condenado por Ashton, que se mostrou "comovida com a trágica da perda de uma vida".

Israel disse que responderá duramente ao lançamento do foguete, cuja autoria foi reivindicada pelas Brigadas Ansar al-Sunna, um grupo próximo à Al Qaeda.

Foi o primeiro ataque com morte na região desde que Israel invadiu a Faixa de Gaza, uma operação que terminou com mais de 1.400 vítimas palestinas, em sua maioria civis, e 13 israelenses.

A vítima é um imigrante tailandês que trabalhava com dezenas de compatriotas em uma estufa do kibutz Moshav Netiv Ha'asara, no norte do deserto do Neguev.

A representante da UE chegou esta manhã à Faixa de Gaza pela passagem fronteiriça de Erez após encontrar o presidente de Israel, Shimon Peres, em Jerusalém.

Ashton disse a Peres que a viagem "tenta apoiar os esforços de paz" liderados pelos Estados Unidos para reiniciar as negociações entre israelenses e palestinos.

A volta às negociações parecia iminente até que Israel anunciou a construção de centenas de novas casas em uma colônia judaica em Jerusalém Oriental, parte do território ocupado palestino.

A ação fez com que as autoridades palestinas se recusassem a retomar os diálogos indiretos de paz e criou uma crise diplomática com os EUA.

Em Gaza, Ashton pediu o fim do bloqueio a que Israel submete a população há mais de três anos e antecipou que o sofrimento palestino será analisado na reunião do Quarteto de Paz para o Oriente Médio (ONU, UE, EUA e Rússia), sexta-feira, em Moscou.

Enquanto esteve no território palestino, a chefe da diplomacia europeia se encontrou com vários responsáveis de organizações humanitárias, além de visitar uma escola e um centro de distribuição de alimentos.

No entanto, ela não se reuniu com nenhum dirigente do Governo do movimento islâmico Hamas, que não é reconhecido pela UE.

"Espero que a minha visita ajude a melhorar as condições de vida em Gaza" declarou Ashton, que assegurou que exporá o que viu na reunião na capital russa.

Esta tarde a representante da UE se reunirá com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, e seu ministro de Assuntos Exteriores, Riad al-Maliki, em Ramala (Cisjordânia).

Ontem, ela se encontrou em Jerusalém com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o chanceler, Avigdor Lieberman, e a chefe da oposição, Tzipi Livni. A opositora expressou seu desejo de que "negociações sérias com os palestinos" sejam iniciadas "o mais rápido possível".

Ashton também se reuniu com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em Ramala. Ele pediu que a UE se envolva mais no processo de paz no Oriente Médio e que mantenha a ajuda econômica contribuindo, assim, para estabelecer as bases do futuro Estado palestino.

Pela noite, a chefe da diplomacia da UE partirá para Moscou, colocando fim a sua viagem pelo Oriente Médio. Partindo domingo passado no Egito, Ashton passou também por Síria, Líbano e Jordânia.

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