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18/03/2010 - 13h21

Paquistão pede aos EUA que relação bilateral vá além da segurança

Islamabad, 18 mar (EFE).- O Governo do Paquistão pediu aos Estados Unidos que adotem um enfoque mais amplo nas relações bilaterais, não se limitando a questões de segurança, e exigiu agilidade na entrega de ajuda econômica ao país.

Em entrevista coletiva em Islamabad, o ministro de Assuntos Exteriores do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, criticou que, no passado, conversas similares trataram "majoritariamente da segurança".

Qureshi propôs que os EUA e o Paquistão fixem dez pontos sobre os que conversar, entre eles economia, energia, educação, saúde, antiterrorismo, estabilidade estratégica e não-proliferação nuclear.

O ministro lidera uma delegação paquistanesa que viajará a Washington em 24 de março para manter a primeira rodada de conversas em nível ministerial com os EUA.

Segundo Qureshi, existe hoje uma vontade de Washington de oferecer ajuda civil e resultados ao Paquistão, país que levou a cabo "operações militares bem desenhadas", "conseguiu consenso político" e "atribui para si" a guerra contra o terrorismo.

"Nenhuma nação pagou um preço tão alto (pelo terrorismo) como o Paquistão. Nós fizemos a nossa parte. Comecem a fazer a de vocês", conclamou o diplomata.

Nas últimas semanas, o Governo paquistanês criticou o atraso de Washington na entrega de fundos econômicos para uso civil e militar.

Meses atrás, os EUA aprovaram um plano de assistência civil ao Paquistão de US$ 1,5 bilhão anuais durante os próximos cinco anos, mas as autoridades continuam discutindo as modalidades do pacote.

Qureshi enfatizou que o Paquistão está disposto a seguir avançando em sua relação com os EUA e reiterou o apoio de seu país à estratégia do Governo do Afeganistão de reintegração nacional, que inclui um diálogo com os talibãs.

No último mês, as autoridades do Paquistão detiveram quase dez chefes da insurgência talibã afegã em solo paquistanês, incluindo o 'número dois' do movimento, o mulá Abdul Gani Barádar. O comando militar evitou oferecer detalhes sobre a operação e por enquanto não está claro se os fundamentalistas serão extraditados.

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