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19/03/2010 - 13h53

País Basco quer ser 'porta de entrada' do Brasil na Europa

Julián Negro.

Vitoria (Espanha), 19 mar (EFE).- O presidente (lehendakari) do Governo do País Basco, Patxi López, afirmou que esta região da Espanha "pode ser uma magnífica porta de entrada para a economia brasileira na Europa".

Em entrevista à Agência Efe, López explicou que o País Basco tem "muito a oferecer" a um país como o Brasil, que agora tem "o poder de se abrir a outros mercados".

O lehendakari inicia no dia 21 de março uma visita a São Paulo, acompanhado de uma missão de 109 empresas bascas, sendo que algumas já operam no país.

Entre as companhias que viajam com o presidente basco estão a Aernnova, fornecedora da Embraer; a Gamesa; a CAF, que trabalha no metrô de São Paulo, e a CIE Automotiv.

Em sua viagem, o lehendakari vai se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com os ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento; Minas e Energia, Edison Lobão, e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

López destacou que estarão presentes na missão empresarial diretores de setores como o siderúrgico, automobilístico, maquinaria e naval.

"Os empresários bascos vão, como costumam dizer, para semear, buscar contatos para contratos e convênios, para buscar oportunidades para instalar empresas no Brasil, mas também vamos com a intenção de atrair investimentos do Brasil ao País Basco", destacou.

O lehendakari lembrou que o "Brasil é um mercado absolutamente emergente, é um país muito potente neste momento, que nem sequer esteve em recessão nem no mais profundo da crise, e sim continuou crescendo".

"É um mercado de enorme potencialidade para as empresas bascas", disse López, que prometeu apoio do Governo basco com uma política externa dirigida a melhorar a capacidade da malha econômica e industrial da região fora de suas fronteiras.

O lehendakari insistiu em que os bascos também querem "participar da aventura que está acontecendo no Brasil para sua modernização", com a presença de empresas "que não são especuladoras, mas que vão para ficar, trabalhar, se esforçar e participar desse projeto comum".

Na entrevista à Efe, López também defendeu a estabilidade de seu Governo, e disse que agora o Executivo autônomo não vai usar sua política externa para questionar se a região deve ou não se separar da Espanha, como, em sua opinião, acontecia na Administração anterior, liderada pelo Partido Nacionalista Basco.

O lehendakari explicou que durante os contatos que vai manter no Brasil vai analisar a situação das tarifas no país, "um assunto que preocupa todas as empresas europeias, por esse protecionismo excessivo".

Além disso, lembrou que em abril vai acontecer em São Paulo uma reunião de empresários europeus para analisar esta questão, para ver como "é possível reduzir as tarifas, porque a troca de produtos entre estados dentro do Brasil é extremamente cara, em algumas ocasiões até proibitivas, o que impede que muitas empresas possam ter um comércio competitivo".

López comentou ainda sobre o encontro com Lula, e disse que com ele, além de questões econômicas, quer falar "de políticas de esquerda", por ser uma "grande referência da política progressista e social na América Latina e no mundo".

O presidente do Governo do País Basco lembrou que agora no Brasil "há 40 milhões de pobres a menos que quando Lula chegou ao poder", e isso "diz muito sobre sua orientação de suas prioridades da política, de como redistribuiu os recursos, que hoje no Brasil são muitos para fazer da igualdade de oportunidades uma das principais políticas".

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