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19/03/2010 - 12h58

Protesto contra soltura de cantor que matou 4 acaba em confronto na A.do Sul

Johanesburgo, 19 mar (EFE).- A Polícia sul-africana dispersou hoje pela força uma multidão de estudantes de ensino médio que protestavam em frente a um tribunal de Soweto contra a libertação de um cantor de hip-hop e um amigo acusados de matar quatro jovens e ferir outros dois.

O juiz Andre Auret libertou ambos depois que cada um pagou fiança de dez mil rand (US$ 1.400).

No último dia 8, Molemo 'Jub Jub' Maarohanye e Themba Tshabalala atropelaram um grupo de estudantes durante um 'racha' disputado nas ruas de Soweto no horário de saída das aulas.

Maarohanye e Tshabalala foram detidos inicialmente sob a acusação de homicídio culposo. Depois, foram acusados de assassinato e tentativa de assassinato.

Além disso, exames de sangue mostraram que ambos estavam embriagados, além de revelar traços de cocaína e morfina.

Os estudantes da maior cidade negra da África do Sul se manifestaram em várias ocasiões desde então exigindo que 'Jub Jub' e Tshabalala permanecessem presos até o julgamento, o que obrigou a Polícia a utilizar caminhões-pipa para dispersá-los.

No entanto, a violência dos jovens e dos numerosos adultos que os acompanhavam subiu hoje de tom quando foi anunciado que os acusados tinham sido postos em liberdade pagando uma fiança.

Logo depois que o juiz Auret emitiu a ordem de libertação, familiares e amigos das vítimas que acompanhavam o julgamento saíram às ruas e gritaram à multidão o resultado da audiência.

A resposta da multidão foi uma chuva de pedras sobre o edifício, o que obrigou as forças de segurança a fechar as portas do mesmo.

Após advertências aos manifestantes de que deviam dispersar, a Polícia os reprimiu com cassetetes, canhões d'água e balas de borracha.

Durante a audiência, a promotora do caso, Liezl van Jaarsveld, advertiu ao tribunal que a libertação de 'Jub Jub" e Tshabalala após pagamento de fiança poderia gerar "desordem pública" de grande magnitude.

No entanto, o juiz disse que, "apesar da indignação que levou a desordens em dias anteriores", não identificou "circunstâncias excepcionais suficientes" para manter os acusados na prisão.

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