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19/03/2010 - 14h51

Sete anos após invasão do Iraque, EUA fixam atenção na saída

Washington, 19 mar (EFE) - Sete anos após a invasão do Iraque, com uma despesa de mais de US$ 713 bilhões, quase 4.400 soldados mortos e dezenas de milhares de feridos, os Estados Unidos se encaminham para a saída do país.

Aquela que começou como "Operação Liberdade para o Iraque" no dia 19 de março de 2003, se transformará em setembro próximo em "Operação Novo Amanhecer", e a presença militar americana que por longos períodos foi de mais de 160 mil soldados, cairá então para cerca de 50 mil.

Para este fim de semana, no aniversário da marcha das forças americanas em direção a Bagdá, foram programadas manifestações em todo o país para protestar tanto contra esse conflito como contra o prolongamento da campanha no Afeganistão.

Segundo o Pentágono, até esta semana tinham morrido no Iraque 4.338 soldados e outros 31.700 tinham sofrido ferimentos em um conflito que se prolongou mais do que as intervenções dos EUA na Primeira e a Segunda Guerra Mundial juntas.

As organizações de apoio aos soldados que retornam do Golfo indicam que há mais de 60 mil homens e mulheres que sofrem transtornos pós-traumáticos, e dezenas de milhares mais que sofrem desde conflitos familiares a problemas para se reinserir em seus estudos ou empregos.

O presidente Barack Obama continua firme em sua promessa de reduzir o contingente dos 95 mil soldados que há agora no Iraque para 50 mil neste verão (hemisfério norte), e que todas as tropas de combate americanas terão saído desse país no final de 2011.

Mas esta retirada que satisfaz, embora lentamente, os pacifistas, é acompanhada por uma escalada no Afeganistão, um conflito iniciado em outubro de 2001 e que já custou aos americanos mais de US$ 260 bilhões, mais de mil soldados mortos e cerca de 6.000 feridos.

As duas campanhas, para as quais os EUA mobilizaram quase três milhões de soldados e centenas de milhares de contratistas privados, drenaram de oficiais, de soldados, de equipamentos e de armamento o Exército e a Infantaria da Marinha, as duas forças mais exigidas nos conflitos.

A Guerra do Iraque, que começou também entre grandes protestos, foi iniciada com o argumento de que o regime do presidente Saddam Hussein possuía armas químicas, biológicas e radioativas que ameaçavam toda a região. As chamadas "armas de destruição em massa".

A campanha foi veloz: em apenas 23 dias a vanguarda da Infantaria da Marinha tinha chegado a Bagdá. As equipes de analistas militares que durante meses inspecionaram o Iraque não encontraram os supostos arsenais.

O que seguiu foi mais penoso: poucos meses depois, começou uma insurgência contra os ocupantes acompanhada por ataques sectários entre sunitas e xiitas.

A campanha do Iraque se transformou na guerra do presidente George W. Bush e um atolamento crescente das forças americanas, até que houve uma mudança na chefia do Pentágono e uma substituição de comandantes militares e em 2007 o envio adicional de 30 mil soldados mudou a balança.

Desde 2008, os EUA começaram a retirar gradualmente suas tropas das cidades e das operações de combate, o que apesar de não aumentar a segurança para os iraquianos, diminuiu o ritmo de ataques contra os americanos e, portanto, o número de baixas.

Desde a mudança de Governo em Washington, o conflito do Iraque foi desaparecendo da atenção pública mais ocupada pela crise econômica e pelo desemprego nos EUA do que por campanhas travadas por tropas voluntárias em terras distantes.

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