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20/03/2010 - 13h50

Carreata com 25 mil "camisas vermelhas" para capital tailandesa

(atualiza com a explosão de bomba em edifício público).

Bangcoc, 20 mar (EFE).- Cerca de 25 mil seguidores do ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra, conhecidos como "camisas vermelhas", marcharam hoje por Bangcoc exigindo, de forma pacífica, a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas.

Porém, poucas horas depois do fim do protesto, uma bomba com baixo poder de destruição explodiu no complexo da Comissão Nacional Anticorrupção sem deixar feridos, segundo fontes da Polícia.

O explosivo, que seria uma granada, de acordo com os primeiros indícios, fez um buraco em uma das paredes do edifício público, que fica nos arredores da capital tailandesa.

Antes, os manifestantes da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, a plataforma política dos eleitores de Shinawatra, percorreram, em carros, caminhonetes e motocicletas, cerca de 70 quilômetros das ruas da capital sem causar incidentes, apenas tumultuando ainda mais o já caótico trânsito na capital.

Com bandeiras vermelhas em punho, a multidão gritou palavras de ordem contra o atual chefe do Executivo, Abhisit Vejjajiva, líder do Partido Democrata.

"Viajamos para chegar ao coração dos habitantes de Bangcoc e pedir a eles que se unam a nós, pobres camponeses, para derrubar o Governo apoiado pela elite", afirmou Veera Musikhapong, um dos líderes da Frente Unida, organizadora dos protestos.

Misikhapong pediu aos tailandeses que juntassem à marcha dos "camisas vermelhas" pelo resgate da "democracia", que, segundo o opositor, foi sequestrada pela classe endinheirada e pela aristocracia ligada à monarquia e ao Exército.

O protesto começou e terminou perto do antigo Palácio Real, onde os seguidores de Shinawatra estão acampados desde que, há uma semana, retomaram as manifestações.

Durante a marcha deste sábado, os manifestantes foram saudados por pessoas que paravam nas calçadas, ignorados por quem preferia seguir com suas obrigações e criticados por motoristas presos no engarrafamento.

Alguns seguidores de Shinawatra disseram à Agência Efe que se sentiam contentes com o clima de tranquilidade da carreata. Porém, não deixaram de fazer críticas ao primeiro-ministro e ao presidente do Conselho Real, Prem Tisunalonda, general da reserva e chefe de Governo durante os anos 1980.

"Prem é o causador de todos os problemas. Foi quem organizou o golpe de Estado contra Shinawatra e é quem sustenta o Governo ilegítimo de Abhisit", denunciou um "camisa vermelha".

A caravana de veículos, que teve o caminho aberto pela Polícia, foi acompanhada de perto pelas forças de segurança, que se diviram em grupos posicionados a uma distância de 500 metros um do outro.

A normalidade deu a tônica do protesto. Ainda assim, por precaução, alguns estabelecimentos comerciais, como as várias joalherias do movimentado bairro chinês de Bangcoc, fecharam suas portas ao público.

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