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20/03/2010 - 17h33

Obama diz que melhores dias dos EUA "estão por vir"

São Paulo, 20 mar (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, que realiza uma visita ao Brasil, negou que seu país se encontre em declínio e assegurou que os melhores dias dos EUA "estão por vir", segundo uma entrevista divulgada neste domingo.

"Não estamos em declínio. Ao contrário. Nossos melhores dias ainda estão por vir. Os fundamentos dos Estados Unidos permanecem sólidos", assegurou o líder, em uma entrevista à revista "Veja".

Obama citou a produtividade dos trabalhadores dos EUA, o espírito inovador dos empresários, a "excelência" das universidades que "atraem estudantes do mundo todo" e os soldados destacados em missões de segurança internacional como alguns dos principais elementos que apontam a solidez de seu país.

"Em um momento em que enfrentamos desafios comuns, como crescimento econômico, mudança climática e a não proliferação de armas nucleares, as relações entre as nações não precisam ser um jogo de soma zero", declarou o presidente.

Para o líder, no novo contexto internacional a ascensão de países emergentes na ordem internacional não só é aceitável, mas "bem-vinda", e defendeu o fortalecimento das relações entre EUA e Brasil, especialmente no âmbito da cooperação energética.

Assegurou, em referência ao Brasil, que a integração econômica pode levar "à multiplicação de oportunidades" e que o "espírito do capitalismo pode triunfar unido ao espírito de justiça social", além de ressaltar que "a democracia é o caminho mais curto para o progresso econômico".

Obama se reuniu no sábado com a presidente Dilma Rousseff, que aproveitou o comparecimento conjunto para pedir o fim das barreiras tarifárias que prejudicam a exportação de produtos como algodão, aço e etanol, entre outros.

Além disso, reiterou a vontade brasileira de se transformar em membro permanente de um Conselho de Segurança da ONU ampliado, assunto sobre o qual Obama evitou se pronunciar.

Na entrevista à "Veja", Obama também fez menção à situação no Oriente Médio, disse que seu país não pode "impor mudanças" e que os povos da região "estão lutando por seus direitos universais".

"É importante considerar que são movimentos nacionais, que surgiram de dentro. Não cabe aos Estados Unidos impor mudanças. Os povos da região é que estão lutando por seus direitos universais, e isso é positivo".

As palavras de Obama são apresentadas um dia depois do início da operação "Odisseia do Amanhecer" contra as defesas antiaéreas do regime líbio de Muammar Kadafi e da autorização das Forças Armadas americanas lançarem uma ação ofensiva contra o país norte-africano.

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