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20/03/2010 - 09h40

Onda de greves ameaça premiê britânico às vésperas de eleição

Londres, 20 mar (EFE).- Uma onda de greves, tanto em companhias privadas como no setor público, ameaça atrapalhar a vida do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, às vésperas das eleições legislativas.

De hoje até segunda-feira, dezenas de milhares de passageiros da companhia aérea British Airways não conseguirão embarcar nos voos pelos quais pagaram, já que cerca de 1.100 decolagens previstas para este fim de semana foram canceladas.

A mesma situação se repetirá por quatro dias, a partir próximo do sábado, devido a uma paralisação dos funcionários da empresa, que reclamam das demissões, do congelamento dos salários e de outras medidas de contenção de gastos.

Para complicar as coisas, os operardores dos sinais ferroviários do Reino Unido, insatisfeitos com o anúncio de 1.500 demissões, votaram ontem a favor de uma greve.

Os problemas de Brown e do Partido Trabalhista não acabam aí. Centenas de milhares de servidores públicos foram convocadas para uma paralisação geral no próximo dia 24, quando o ministro das Finanças, Alistair Darling, apresentará o Orçamento para este ano.

Como se não bastasse, o sindicato dos Serviços Públicos e Comerciais se posicionou contra uma série de reformas que reduziriam os direitos de indenização em caso de demissão e suspenderiam as horas extras.

As organizações de automobilistas já avisaram que, por causa de todas essas greves, vão ser registrados enormes engarrafamentos nas estradas e ruas britânicas.

Especialmente preocupado com as repercussões eleitorais da paralisação da British Airways, esta semana o primeiro-ministro classificou a medida de protesto como "deplorável" e, sem sucesso, pediu que os grevistas se sentassem para negociar.

O pior de tudo é que o principal impulsor da greve é Charlie Whelan, diretor político do Unite, um poderoso sindicato, e que até 1999 trabalhou para Brown como porta-voz.

A ligação do Unite com a paralisação é problemática porque o sindicato é uma grande fonte de recursos para o Partido Trabalhista. Segundo a revista "The Economist", a entidade foi responsável por 25% do dinheiro que a legenda governista recebeu desde que passou a ser liderada por Brown. O sindicato também teria salvado o partido da falência há dois anos.

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