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20/03/2010 - 19h45

Presidente de Conferência Episcopal alemã responde a críticas sobre pedofilia

Berlim, 20 mar (EFE).- O presidente da Conferência Episcopal alemã, Robert Zollitsch, se defendeu hoje das críticas por não ter denunciado à Procuradoria um caso de pedofilia ocorrido em sua arquidiocese há quase 20 anos, mas reconheceu que hoje atuaria de outra forma.

"Sempre agi com a melhor consciência possível", disse Zollitsch. No entanto, ele reconheceu que, se o caso ocorresse hoje, "buscaria com mais esforços por testemunhas e vítimas".

Zollitsch respondeu assim às informações divulgadas pela emissora pública "ARD". Segundo a emissora, o presidente da conferência episcopal "ocultou" um caso de abuso sexual cometido por um padre quando Zollitsch era responsável de recursos humanos na arquidiocese de Freiburg (Alemanha).

Segundo as informações da emissora e do jornal "Badische Zeitung" em sua edição de hoje, Zollitsch ordenou, em 1991, a aposentadoria antecipada de um padre que, entre 1968 e 1991, tinha abusado de pelo menos 17 crianças e adolescentes, em sua maioria coroinhas da Igreja, mas não denunciou o caso.

Uma vítima relata no programa o que teve que sofrer dos 11 aos 17 anos. Ela afirma que o que começou com beijos, carícias e abraços chegou a se tornar sexo.

Em 1991, Zollitsch confrontou o pároco Franz B. com o caso, mas este negou todas as acusações.

Apesar disso, Zollitsch ordenou sua aposentadoria antecipada, com a proibição explícita de se aproximar de crianças e jovens.

No entanto, o caso se manteve oculto dentro da comunidade na qual trabalhava o sacerdote em questão, até que em 1995 uma vítima denunciou novos abusos.

Foi então que a paróquia denunciou o caso à Procuradoria, o que levou o padre a se suicidar.

Um porta-voz do arcebispado de Freiburg considerou "insustentável" a acusação contra Zollitsch de ter ocultado o caso.

"O que ocorre é que em décadas passadas todos esses assuntos eram tabu na opinião pública, e as crianças e adolescentes não se atreveram durante anos a falar de abusos", explicou o porta-voz.

O próprio Zollitsch, que convocou hoje uma entrevista coletiva para falar do assunto, afirmou que o caso até hoje o deixa angustiado. "Por isso, quero pedir novamente em nome da arquidiocese desculpas a todas as vítimas", disse.

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