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24/03/2010 - 16h47

Israel diz que casas em Jerusalém Oriental foram aprovadas em 2009

Jerusalém, 24 mar (EFE).- O gabinete do primeiro-ministro de Israel informou hoje que o plano para construir 20 casas no complexo do hotel Shepherd, em Jerusalém Oriental, foi aprovado em 2009.

Em comunicado, o gabinete diz que, "sobre este caso específico, a decisão de (outorgar) permissões para a construção foi adotada há vários meses, no transcurso de 2009".

O texto vem a público pouco depois de o Governo dos Estados Unidos antecipar suas intenções de exigir esclarecimentos de Israel sobre o anúncio, feito em meio a uma crise entre os dois aliados sobre a construção de moradias para judeus em Jerusalém Oriental, onde os palestinos querem estabelecer a capital de um futuro Estado.

A informação sobre a aprovação dos 20 casas vazou pouco antes de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reunir ontem em Washington com o presidente americano, Barack Obama.

"As informações de que foi adotada uma nova decisão sobre esta questão no momento da visita do primeiro-ministro a Washington são incorretas", diz a nota do gabinete do primeiro-ministro israelense.

"Não há restrições aos direitos de aquisição de propriedades em Jerusalém", afirma o comunicado, antes de esclarecer que "judeus e árabes podem vender e comprar propriedades e imóveis livremente em todas as partes da cidade".

O projeto, aprovado em julho passado entre protestos da Casa Branca, é bancado por Irving Moskowitz, um milionário americano judeu que promove ativamente a colonização do leste da cidade.

Em discurso no Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (Aipac, na sigla em inglês), o principal lobby judeu nos EUA, Netanyahu ressaltou na terça-feira que seu país continuará construindo no leste da cidade e que "Jerusalém não é um assentamento", mas "a capital de Israel".

As relações entre EUA e Israel passam por um momento crítico há duas semanas, quando o Governo israelense anunciou que pretende construir 1.600 casas no assentamento ultraortodoxo de Ramat Shlomo, em Jerusalém Oriental, durante a visita do vice-presidente americano, Joe Biden, ao Estado judeu.

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