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25/03/2010 - 17h19

Autoridades planejam militarizar cidade colombiana onde explodiu carro-bomba

Bogotá, 25 mar (EFE).- As autoridades da cidade portuária de Buenaventura vão propor ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, a militarização de algumas regiões da cidade depois da explosão de um carro-bomba nesta quarta-feira, deixando nove mortos e 59 feridos, no pior atentado ocorrido na Colômbia nos últimos anos.

O prefeito de Buenaventura, José Félix Ocoró, disse hoje a jornalistas que fará essa proposta a Uribe, ao ministro da Defesa, Gabriel Silva, e aos chefes militares durante um conselho extraordinário de segurança que estava marcado para hoje, mas foi adiado para amanhã.

Buenaventura é o principal porto colombiano no Oceano Pacífico e é tida como reduto de guerrilheiros, paramilitares e traficantes de drogas, que transformaram o lugar em uma importante parte da rota das drogas que saem do país para México e Estados Unidos.

Ocoró disse que o centro administrativo de Buenaventura, onde o atentado foi cometido, carece de segurança.

"Caso seja preciso militarizar a cidade em alguns setores, até lá chegaremos. Não podemos ficar com a incerteza, porque aconteceu e pode voltar a acontecer", disse o prefeito.

Segundo Ocoró, nos últimos anos, Buenaventura ganhou tranquilidade com o avanço da segurança e a diminuição da quantidade de homicídios, e por isso alguns controles existentes na cidade foram reduzidos.

"Buenaventura tinha melhorado em segurança, e por isso não podemos permitir que algo semelhante volte a ocorrer", disse Ocoró.

O prefeito relatou que gravações feitas por câmeras de segurança permitiram esclarecer que o carro-bomba não foi estacionado em frente às sedes da Prefeitura e da Promotoria na noite anterior ao ataque, como tinha sido falado, mas apenas minutos antes da explosão.

Uribe adiou para amanhã sua visita a Buenaventura, onde presidirá um conselho extraordinário de segurança para coordenar ações concretas com o objetivo de dar tranquilidade à cidade após o atentado, confirmaram à Agência Efe fontes da Casa de Nariño (sede do Governo colombiano).

O secretário de Governo de Buenaventura, Henry Moreno, lembrou que há uma recompensa de 300 milhões de pesos (US$ 158 mil) para quem fornecer informações sobre os responsáveis pelo atentado.

Vários feridos já receberam alta, mas outros continuam internados dada a gravidade de suas lesões, acrescentou Moreno.

O atentado foi cometido com um automóvel carregado com 70 quilos do explosivo Anfo (sigla em inglês para a mistura de nitrato de amônio com combustível) estacionado no centro administrativo de Buenaventura, a 497 quilômetros de Bogotá.

Enquanto fontes militares acusaram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pelo atentado, a Procuradoria tem como hipóteses uma ação do grupo paramilitar "Los Rastrojos" ou conflitos entre traficantes de drogas.

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