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25/03/2010 - 19h19

Brasil e Argentina limam empecilhos comerciais e anunciam "ofensiva" à China

Brasília, 25 mar (EFE).- Delegados dos Governos da Argentina e Brasil afirmaram nesta quinta-feira que o comércio bilateral está em franca recuperação, minimizaram os problemas que persistem e anunciaram uma "ofensiva comercial" conjunta ao mercado chinês.

"Estamos em um momento muito positivo e comprovamos que o fluxo comercial (bilateral) aumentou mais de 50%" no primeiro bimestre deste ano, disse o secretário de Comércio Exterior brasileiro, Walter Barral, em entrevista coletiva junto a seu colega de Indústria argentino, Eduardo Bianchi.

Os funcionários lideram delegações de ambos os Governos que durante dois dias analisarão o andamento do comércio bilateral e também as possibilidades que existem para avançar em direção a um modelo de "integração produtiva" e de iniciativas comerciais conjuntas.

Nesse sentido, informaram que concordaram em promover uma missão comercial argentino-brasileira que viajará neste mesmo ano à China, com a intenção de ampliar mercados para os produtos dos dois países.

"Estamos de acordo em que temos que ser mais ofensivos no mercado chinês", disse o funcionário brasileiro.

Segundo Barral, a proposta conjunta que será oferecida à China vai ser definida nas próximas reuniões, mas deve incluir produtos e máquinas agrícolas, com algum tipo de valor agregado.

Também acordaram analisar as razões das perdas de mercado que sofreram empresários brasileiros na Argentina e vice-versa, que segundo Barral, no caso do Brasil se deve a três fatores.

Nessa ordem, citou a perda de competitividade de algumas empresas, mudanças de hábitos de consumo da população argentina e, em terceiro lugar, a substituição de produtos brasileiros por outros de origem chinesa, que ingressam a preços menores.

Barral e Bianchi minimizaram a importância da aplicação das polêmicas licenças não automáticas para alguns setores adotadas por um e outro país.

Licenças não automáticas, que atrasaram a entrada dos produtos por prazos de até dois meses, foram aplicadas primeiro pela Argentina, em meio a diversas medidas para fazer frente à crise global, e geraram uma resposta similar do Brasil.

Barral explicou que esses mecanismos "já não geram exigências por setores", embora tenham admitido casos pontuais de queixas de algumas empresas, "que nos últimos tempos foram resolvidos" sem maiores dificuldades.

Bianchi e Barral coincidiram em que "o ideal seria que não existissem essas barreiras", mas insistiram em que, atualmente, não supõem um obstáculo ao comércio bilateral.

Como prova disso, apresentaram dados oficiais, segundo os quais as exportações brasileiras em direção a Argentina em fevereiro passado somaram US$ 1,158 bilhão, o que representava uma melhora de 66% em relação ao mesmo mês de 2009.

Em sentido inverso, as exportações da Argentina em direção ao Brasil em fevereiro somaram US$ 999 milhões, um aumento de 50% com relação ao segundo mês do ano passado.

"Há um ritmo de recuperação muito significativo do comércio com o Brasil" e a meta este ano "é sair do buraco de 2009", quando a troca caiu ao mínimo pelo impacto da crise financeira global, indicou Bianchi.

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