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25/03/2010 - 13h36

Em gravação, Bin Laden faz nova ameaça a americanos

Cairo, 25 mar (EFE).- Em sua terceira mensagem neste ano, o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, ameaçou hoje matar qualquer refém americano em poder da organização caso os Estados Unidos executem o cérebro dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Em uma mensagem de áudio transmitida pela rede de TV "Al Jazira", Bin Laden disse que, no dia em que os EUA tomarem a decisão de executar Khaled Shaij Mohammed, a Al Qaeda executará todos os americanos em seu poder.

"A Casa Branca expressou seu desejo de executá-lo. O dia em que os EUA tomarem essa resolução terão tomado a decisão de executar todos os americanos que estiverem em nosso poder", afirmou o líder terrorista.

Bin Laden também criticou o fato de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seguir os passos de seu antecessor, George W. Bush, "em muitos assuntos importantes, como na escalada da situação no Afeganistão" e no tratamento dado aos presos da Al Qaeda, entre eles o "herói mujahedin" Shaij Mohammed.

"As autoridades na Casa Branca ainda praticam injustiça contra nós, especialmente com o apoio a Israel na Palestina", acrescentou o líder terrorista, cujo paradeiro segue desconhecido.

Bin Laden lembrou ainda que, apesar de os americanos acharem que estão em um lugar seguro por viverem cercados por um oceano, sofreram um ataque "forte e estrondoso" em seu próprio país em 11 de setembro de 2001.

Atualmente, não existem registros de reféns americanos em poder da Al Qaeda ou de alguma outra organização ligada a Bin Laden.

A gravação transmitida hoje é subsequente à mensagem do terrorista divulgada em 29 de janeiro também pela "Al Jazira". Nela, Bin Laden acusava os países industrializados de serem responsáveis pela mudança climática.

Já sobre o áudio apresentado nesta quinta-feira, o comentarista da "Al Jazira" Abdel Bari Atwan disse que o comunicado de Bin Laden pode ser um sinal de que a Al Qaeda planeja alguma operação para sequestrar americanos.

Em 11 de fevereiro deste ano, o Departamento de Defesa dos EUA apresentou acusações e pediu pena de morte para Shaij Mohammed e outros cinco membros da Al Qaeda relacionados aos atentados de 11 de setembro, nos quais quase 3 mil pessoas morreram.

Shaij Mohammed, de origem paquistanesa, é o principal acusado dos ataques. Ele admitiu ter planejado cada detalhe deles, mas só depois de ter sido submetido à técnica de interrogatório conhecida como "asfixia simulada", o que poderia inviabilizar o uso da confissão em um julgamento.

O suposto cérebro do 11-9 foi detido em 2003 pelo Exército paquistanês. Três anos depois, foi levado para o centro de detenção americano em Guantánamo (Cuba), onde seria processado em uma corte militar.

No entanto, em novembro de 2009, o secretário de Justiça americano, Eric Holder, anunciou que Shaij Mohammed e alguns de seus cúmplices seriam julgados em tribunais civis em território americano.

A decisão de julgar o suposto cérebro dos atentados de 2001 na esfera cível gerou protestos dos setores conservadores nos EUA.

Há cerca de uma semana, o jornal "The Wall Street Journal" informou que um acordo estaria sendo negociado para que Shaij Mohammed fosse julgado por uma "comissão militar reestruturada".

Segundo a publicação, essas negociações estão sendo lideradas pelo senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, que quer que os tribunais civis se limitem a julgar membros da Al Qaeda de menor importância.

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