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25/03/2010 - 12h43

Enviado da ONU reúne-se com grupo insurgente no Afeganistão

Cabul, 25 mar (EFE).- O novo enviado especial da ONU ao Afeganistão, Staffan de Mistura, se reuniu hoje com uma delegação do grupo insurgente liderado pelo antigo comandante mujahedin e ex-primeiro-ministro Gulbuddin Hekmatyar.

Em comunicado, a missão da ONU no Afeganistão (Unama) informou que o funcionário ítalo-sueco ressaltou a importância de sua presença em Cabul para dialogar com as autoridades.

A delegação do grupo insurgente Hizb-e-Islami chegou na semana passada à capital afegã, levando um plano de paz com 15 pontos, entre os quais um processo de retirada progressiva das tropas internacionais com começo em junho e de seis meses de duração.

Os representantes do grupo armado liderado por Hekmatyar, uma controversa figura da história recente do Afeganistão, já tinham se reunido com o presidente Hamid Karzai.

O representante da ONU, que teve um encontro com a delegação "de acordo com o recém-renovado mandato da Unama" no país, disse que o diálogo político deve ser liderado pelos afegãos, segundo a nota de seu organismo.

Hizb-e-Islami, um grupo islâmico com grande presença no leste do país, protagonizou combates com as forças estrangeiras durante os últimos anos.

Embora tenha colaborado com o movimento talibã, o grupo confrontou no início do mês, na província de Baghlan (norte do país), uma milícia dos talibãs, em um combate que resultou na morte de 60 homens dos dois lados.

Karzai está há anos insistindo em chamar à mesa de negociações tanto os talibãs como outros grupos armados, particularmente o Hizb-e-Islami, de Hekmatyar.

Junto a essas duas organizações, a rede fundamentalista Haqqani, com base no Paquistão, é outro dos grupos mais importantes no tabuleiro afegão e as autoridades suspeitam que esteja atrás de alguns atentados cometidos no país.

Desde sua chegada ao Afeganistão, o novo enviado da ONU reiterou que a "jirga" (assembleia de paz), que deve acontecer em maio, e a Conferência de Cabul, prevista para junho, devem impulsionar o processo de reconciliação defendido por Karzai.

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