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25/03/2010 - 17h59

MP da Venezuela confirma ordem de captura a chefe da "Globovisión"

(atualiza com motivo da ordem de detenção).

Caracas, 25 mar (EFE).- A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, confirmou hoje a emissão de uma ordem de captura para Guillermo Zuloaga, presidente do canal privado de televisão "Globovisión".

"A ordem de captura foi emitida (...) depois que a promotora 72 da área metropolitana de Caracas, Maricarmen Fuentes, responsável pelo caso, teve conhecimento de que este cidadão (Guillermo Zuloaga) abandonaria o país", declarou a procuradora-geral à imprensa.

Segundo Ortega Díaz, Zuloaga pode ser acusado por diferentes crimes por ter responsabilizado o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de "disparar e jogar chumbo aos venezuelanos".

Em declarações à rede de televisão "Telesur", a procuradora-geral disse que Zuloaga pronunciou textualmente estas palavras "em um cenário internacional" - em referência a uma recente reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) em Aruba - em alusão a fatos ocorridos durante o golpe de Estado de 2002 contra Chávez.

Ortega Díaz afirmou que o empresário pode ter incorrido em "vários delitos por ofensa ou vilipêndio" e por "divulgação de informação falsa".

A procuradora-geral explicou que as palavras de Zuloaga foram denunciadas pela Assembleia Nacional (Legislativo venezuelano) ao Ministério Público sob a alegação de que eram um "desrespeito à maior autoridade venezuelana e um atentado contra o próprio Estado".

Ortega Díaz disse ter recebido ontem um despacho da Assembleia Nacional para iniciar uma investigação sobre as declarações de Zuloaga na SIP e que a Procuradoria não podia permitir uma possível "fuga" para evitar "qualquer processo penal" contra o empresário.

Segundo a procuradora-geral, haverá ainda hoje uma audiência com o presidente da "Globovisión" e o juiz é quem decidirá se o deixará em liberdade ou se ordena sua prisão preventiva.

Mais cedo, Zuloaga disse estar no aeroporto Josefa Camejo, no estado de Falcón (noroeste), de onde viajaria para uma ilha caribenha para passar a Semana Santa.

"Isso é definitivamente um atropelo que vem desde a reunião na SIP", chegou a afirmar.

O deputado governista Manuel Villalba, presidente da Comissão de Meios de Comunicação da Assembleia Nacional, apresentou ontem ao Ministério Público um pedido formal de investigação sobre Zuloaga por suas declarações na SIP.

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