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25/03/2010 - 15h19

Presidente da "Globovisión" diz que está retido em aeroporto e será preso

Caracas, 25 mar (EFE).- O presidente da emissora de televisão venezuelana "Globovisión", Guillermo Zuloaga, disse hoje que está retido em um aeroporto do interior do país e que um militar o informou que em breve receberá uma ordem de prisão.

"Um senhor da DIM (Direção de Inteligência Militar) me disse que há uma ordem de apreensão contra mim e que não me deixarão embarcar em meu avião", afirmou Zuloaga por telefone à "Globovisión", de linha editorial abertamente opositora ao Governo venezuelano.

"Não tenho nenhuma notificação de que eu tenha algum problema" para sair do país, acrescentou Zuloaga, que disse estar no aeroporto Josefa Camejo do estado de Falcón (noroeste), de onde viajaria para uma ilha caribenha, onde passaria a Semana Santa.

"Isto é definitivamente um atropelo que vem desde a reunião na SIP", disse, em alusão a declarações que fez em uma assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) realizada recentemente em Aruba.

O deputado governista Manuel Villalba, presidente da Comissão de Meios de Comunicação da unicameral Assembleia Nacional (AN), apresentou ontem à Procuradoria venezuelana um pedido formal de investigação de Zuloaga por suas declarações na assembleia da SIP, onde teria feito "apontamentos sem sustentação" sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Zuloaga "tem que assumir a responsabilidade posterior a sua declaração" porque "há uma intencionalidade de acusar o Estado" de violar a liberdade de expressão na Venezuela, afirmou Villalba.

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