UOL Notícias Notícias
 

25/03/2010 - 14h45

Santa Sé diz que casos de pedofilia querem atingir papa

Cidade do Vaticano, 25 mar (EFE).- O Vaticano denunciou hoje o que considera uma "evidente e ignóbil tentativa de atingir a qualquer custo" o papa Bento XVI com as novas denúncias de atos de pedofilia cometidos por padres e que haviam sido abafados, segundo as vítimas, pelo atual pontífice.

A defesa do papa foi feita pelo "L'Osservatore Romano", o jornal vespertino da Santa Sé, que acusa a imprensa internacional de divulgar uma imagem da Igreja Católica "como se fosse a única responsável pelos abusos sexuais, o que não corresponde com a realidade".

Em uma nota intitulada "Nenhum encobrimento", o diário do Vaticano afirma que os critérios de Bento XVI para enfrentar os casos de sacerdotes pedófilos são "transparência, firmeza e severidade".

O vespertino vaticano acrescentou que se trata de um modo de agir "coerente com sua história pessoal", que "evidentemente não agrada os que prefeririam poder instrumentalizar, sem fundamento algum, horríveis episódios e casos dolorosos de dezenas de anos".

O jornal da Santa Sé respondeu com esta nota ao artigo publicado hoje pelo diário americano "The New York Times", segundo o qual as máximas autoridades do Vaticano, incluindo Bento XVI, acobertaram o sacerdote americano Lawrence C. Murphy, acusado de abusar sexualmente de 200 menores entre 1950 e 1970 em uma escola para crianças surdas do estado de Wisconsin.

O "L'Osservatore Romano" diz que os relatórios sobre a conduta do sacerdote foram enviados pelo arcebispo de Milwaukee em 1996 à Congregação para a Doutrina da Fé, dirigida pelo então cardeal Joseph Ratzinger, o atual papa.

Tais relatórios faziam referência apenas à violação do sacramento da penitência e não às acusações de abusos sexuais.

O diário do Vaticano assegura que "não houve ocultação" de informações no caso Murphy e que isso fica provado na documentação citada pelo "The New York Times", que inclui um carta do padre pedófilo a Ratzinger em 1998 pedindo que seu processo fosse interrompido devido ao seu grave estado de saúde.

A Congregação para a Doutrina da Fé respondeu pedindo ao arcebispo de Milwaukee que iniciasse todas as ações pastorais para conseguir a reparação do escândalo e o restabelecimento da justiça, "finalidade, esta última, reiterada pelo papa, como demonstra sua carta aos irlandeses", afirmou o "L'Osservatore Romano".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    14h19

    -0,53
    3,128
    Outras moedas
  • Bovespa

    14h22

    -0,29
    75.385,14
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host