UOL Notícias Notícias
 

26/03/2010 - 15h57

Confrontos na Faixa de Gaza matam 2 palestinos e 2 israelenses

(Atualiza com confirmação da morte dos soldados israelenses e resultado de reunião do Governo de Israel).

Jerusalém, 26 mar (EFE).- Pelo menos dois milicianos palestinos e dois soldados israelenses morreram em combates registrados hoje no sul da Faixa de Gaza, segundo fontes hospitalares e porta-vozes do Exército israelense.

Fontes das Brigadas Al Qassam, braço armado do movimento islamita Hamas, tinham afirmado mais cedo que, além dos milicianos, dois soldados israelenses também haviam morrido durante os confrontos, o que acabou sendo confirmado pelo Exército de Israel.

Segundo a versão militar israelense, os dois soldados morreram na explosão de uma bomba colocada pelos milicianos na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel.

Testemunhas relataram que os combates começaram quando forças israelenses localizadas na fronteira abriram fogo contra um grupo de milicianos palestinos que se aproximou da divisa.

As forças israelenses usaram fogo de artilharia, enquanto os milicianos palestinos responderam com armas automáticas.

Segundo as testemunhas, helicópteros israelenses sobrevoaram a área após os combates, ao leste da cidade de Khan Younes.

Os confrontos também deixaram três milicianos e dois soldados feridos.

Mais cedo hoje, um adolescente palestino de 15 anos foi baleado por tropas israelenses no norte da Faixa quando, segundo testemunhas, pegava pedras do chão.

Israel e os grupos armados palestinos que operam em Faixa de Gaza têm violado regularmente nos últimos meses o precário cessar-fogo que pôs fim à ofensiva militar israelense de dezembro de 2008 e janeiro de 2009, a qual terminou com a morte de 1.400 palestinos (em sua maioria civis) e 13 israelenses.

Em paralelo aos confrontos na Faixa de Gaza, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reuniu hoje com os principais titulares de seu Governo para expressar sua opinião de que Israel deve continuar construindo em Jerusalém Oriental.

Segundo "Israel Radio", a reunião teve cinco horas de duração, mas terminou sem uma resposta oficial ao pedido dos Estados Unidos para que Israel interrompa a expansão de suas colônias.

Assessores de Netanyahu tinham advertido antes da reunião que essa resposta exigiria contatos com os sete principais ministros israelenses e não seria anunciada antes da semana que vem.

De acordo com a imprensa local, Obama tinha pedido a Netanyahu durante a recente visita do primeiro-ministro israelense a Washington que a resposta oficial de Israel saísse antes da cúpula árabe prevista para este final de semana na Líbia.

Segundo a imprensa israelense, Obama pretendia que uma atitude flexível de Israel em relação às colônias fortalecesse os líderes árabes moderados na cúpula da Líbia.

A expansão das colônias judaicas em Jerusalém Oriental bloqueia o início das negociações indiretas entre israelenses e palestinos e levou Israel e EUA à pior crise diplomática em décadas.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,31
    3,266
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,60
    62.662,48
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host