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26/03/2010 - 15h55

Hillary prevê avanços rápidos nas sanções contra o Irã

Washington, 26 mar (EFE).- A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, afirmou hoje que em "um futuro muito próximo" se verão avanços para aprovar uma resolução que imponha novas e mais duras sanções ao Irã, por causa de seu programa nuclear nas Nações Unidas .

As declarações foram feitas em uma entrevista coletiva sobre o novo tratado de desarmamento nuclear fechado entre EUA e Rússia. Hillary disse que está trabalhando na linguagem do texto da resolução.

"Estamos trabalhando na linguagem e os russos estão sendo consultados", explicou, da mesma forma que o resto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia).

A chefe da diplomacia americana assegurou que assim que o texto final da resolução estiverem prontos, devem haver avanços rápidos em breve.

"Acho que o que vai acontecer é uma atividade maior em um futuro muito próximo na medida em que trabalhamos para levar adiante uma resolução que reflita os votos necessários no Conselho de Segurança" da ONU, disse.

Hillary destacou que Obama cumpriu "plenamente" com sua promessa de perseguir uma política de aproximação com o Irã, parte da estratégia de dupla via adotada pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança mais a Alemanha em relação a Teerã. "Por isso, agora deve-se impulsionar a segunda via, a das sanções", disse.

Os EUA encontraram problemas para convencer a China a aprovar as sanções. A Rússia também tinha se mostrado reticente, embora Washington sempre tenha assegurado que Moscou apoia outra rodada de sanções.

Precisamente hoje, Pequim defendeu novamente o "diálogo e as negociações" na questão nuclear iraniana, um dia depois de a China aceitar discutir a "fundo" a proposta ocidental para impor novas sanções a Teerã.

Hillary afirmou que o recente relatório do novo diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, aumentou as preocupações sobre as pretensões do Irã. O documento foi visto como uma fonte com autoridade independente dos EUA que fornece mais uma razão para que a comunidade internacional escolha a via das sanções.

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