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26/03/2010 - 17h12

Lula nega que esteja em campanha antecipada após receber 2ª multa

Brasília, 26 mar (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem a Justiça Eleitoral acaba de multar pela segunda vez por antecipar a campanha para as eleições de outubro, culpou hoje essas multas ao "barulho da oposição".

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já tinha multado Lula em R$ 5 mil há dez dias por se valer de um ato público no Rio de Janeiro para pedir apoio à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT para as eleições presidenciais de outubro.

Diante de outra denúncia apresentada pela oposição, as autoridades anunciaram nesta quinta-feira uma segunda multa, agora no valor de R$ 10 mil e pela mesma causa, neste caso referente à inauguração de obras públicas em São Paulo.

"Na minha opinião, não houve campanha antecipada nem dissimulada. O fato é que todo esse barulho é feito pela oposição por razões políticas", afirmou Lula em declarações à imprensa da Bahia, onde hoje também participou de várias inaugurações de obras públicas junto a Dilma.

Segundo Lula, a candidata petista, em seu atual cargo de ministra, é responsável pela execução das obras do chamado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um vasto plano de construção de infraestruturas que começou há três anos e que agora começa a apresentar resultados.

"Se a ministra Dilma é a coordenadora do PAC, se ela se empenhou nisso, dedicou sua energia e sua inteligência às melhoras que estamos promovendo, por que no momento de entregar uma obra ela tem que ficar em casa?", disse Lula sobre a constante presença da candidata nas inaugurações.

Lula reiterou que está decidido a apelar contra as multas impostas pela Justiça Eleitoral e que confia que "serão canceladas", pois em sua opinião não violou nenhuma lei.

Segundo as normas eleitorais, a campanha para as eleições de 3 de outubro começará oficialmente no dia 5 de julho. Por isso, todo ato considerado proselitista realizado antes dessa data poderá ser punido pelo TSE.

Além disso, no dia 3 de abril vencerá o prazo para que renunciem os candidatos a cargos eleitorais que ocupam cargos na Administração pública.

Segundo essas normas, antes dessa data deverão deixar seus atuais cargos a própria Dilma, que se candidatará à Presidência, e outros nove ministros do Governo, que serão candidatos ao Congresso ou a algum Governo estadual.

Também para antes de 3 de abril se espera a renúncia do governador de São Paulo, José Serra, que será candidato presidencial da oposição pelo PSDB.

Segundo as últimas pesquisas de opinião, Serra se mantém na liderança das preferências, com 35% das intenções de voto, seguido de perto por Dilma, que conta com 30% de apoio.

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