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27/03/2010 - 02h06

Colômbia suspende atividades militares para libertação de reféns

Bogotá, 26 mar (EFE).- O Exército e a Polícia da Colômbia suspenderão por 36 horas, a partir de sábado, as operações em uma zona de floresta do sul do país para permitir a entrega, no domingo, do primeiro dos dois soldados sequestrados que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se comprometeram a libertar.

A informação foi confirmada pelo comandante das Forças Militares da Colômbia, geral Freddy Padilla, e o representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Colômbia, Cristophe Berney, após manterem uma reunião em Bogotá junto a representantes da Igreja Católica.

"Emitiremos as ordens pertinentes para suspender as operações militares, policiais e de qualquer instituição do Estado que tenha a ver com assuntos de segurança", explicou Padilla.

Berney especificou que a suspensão das operações começará no sábado às 18h locais (20h de Brasília) e irá até 6h de segunda-feira (8h em Brasília).

Tudo indica que o primeiro libertado será o soldado Josué Daniel Calvo, que está há 11 meses sob poder das Farc, e que estaria doente. Entretanto, não há confirmação oficial.

A entrega do outro refém, o sargento Pablo Emilio Moncayo, com doze anos de cativeiro, aconteceria na próxima terça-feira, segundo o cronograma divulgado pela senadora Piedad Córdoba, que negocia com as Farc e foi a única pessoa a ter acesso às coordenadas dos lugares onde os militares serão libertados.

Nesta sexta-feira, a senadora, que lidera a missão humanitária, chegou à cidade brasileira de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, onde estão os helicópteros cedidos pelo Governo do Brasil para resgatar os sequestrados.

Piedad viajou acompanhada de dois representantes do CICV, do bispo de Magangué, Leonardo Gómez, e de membros da organização Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP), liderada por ela.

Segundo previsão, os helicópteros e os integrantes da missão devem chegar no sábado a Villavicencio, capital do departamento colombiano de Meta (centro do país), de onde se dirigirão ao ponto da floresta no qual será entregue o primeiro militar, no domingo.

Horas antes da partida da senadora, as Farc divulgaram um comunicado no qual ratificaram seu compromisso de libertar os dois militares, mas também que adiavam a entrega dos restos mortais do major da Polícia Julián Guevara, morto em cativeiro em 2006.

O motivo alegado pela guerrilha é que o lugar onde estão os restos de Guevara está sendo bombardeado e atacado pela Polícia.

Após a libertação de Moncayo e Calvo, restariam outros 22 militares em poder das Farc. Os guerrilheiros negociam trocar estes homens por cerca de 500 de seus homens presos.

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