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28/03/2010 - 14h48

Árabes encerram cúpula com rechaço a colônias em Jerusalém

Argel, 28 mar (EFE).- Os líderes da Liga Árabe reiteram hoje sua rejeição a qualquer negociação com Israel enquanto assentamentos judaicos continuarem o avanço em Jerusalém, mas deixaram um canal aberto para um eventual reatamento do processo de paz.

Foram essas as conclusões da 22ª cúpula da Liga Árabe, que começou no sábado e terminou hoje na cidade de Sirte, na Líbia.

Na resolução final da cúpula, cujos principais pontos foram divulgados pela imprensa local, os participantes exigem a cessação total dos assentamentos israelenses em Jerusalém, ao afirmarem que sua continuação constitui um "obstáculo perigoso" para uma paz justa e global.

"O reatamento das negociações requer a cessação total das atividades de colonização israelense nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental", assinala a resolução da Liga Árabe, que pela primeira vez se reuniu na Líbia.

Caso os contatos sejam retomados, os árabes falam da necessidade de fixar um "calendário preciso para as negociações". No texto final, a cúpula faz uma chamada ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que mantenha sua posição inicial sobre os assentamentos.

"Fazemos uma chamada ao presidente Obama para que mantenha sua posição inicial-chave pedindo a cessação total da política de assentamentos no conjunto dos territórios ocupados, incluindo Jerusalém, assim como a construção vinculada ao crescimento natural das colônias israelenses", acrescenta a resolução.

A comissão ministerial da Liga Árabe, reunida à margem da cúpula, decidiu no sábado dar uma última oportunidade às negociações indiretas árabe-israelenses, explicando que com isso esperava "facilitar o papel dos EUA".

Os dirigentes árabes lançaram um segundo pedido ao chamado Quarteto para o Oriente Médio (EUA, União Europeia, Rússia e ONU) para que rejeitem os "pretextos" israelenses para justificar a continuação da construção de novos assentamentos.

"O quarteto não deve aceitar os pretextos israelenses para continuar a colonização e as agressões contínuas contra Jerusalém com o objetivo de judaizar a cidade, e deve pressionar Israel para que pare totalmente os assentamentos", ressalta a resolução final da cúpula.

Os líderes árabes que participaram da reunião, incluindo o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, esperavam desde o começo que Jerusalém fosse o centro dos debates.

Também se cumpriram as previsões de que não mudariam sua posição expressada dias antes, consistente em condicionar as negociações indiretas com Israel ao fim de novos assentamentos na Cidade Santa.

Por outra parte, os líderes árabes adotaram uma proposta do presidente do Iêmen, Ali Abdallah Salah, de transformar a Liga Árabe em União Árabe, algo semelhante à União Europeia.

Nesse contexto, uma alta comissão deverá ser criada com a missão de estudar o assunto, assim como outros temas tratados na reunião.

Os líderes que participaram da cúpula decidiram realizar em outubro próximo, em local ainda não determinado, uma reunião extraordinária para avaliar os resultados de Sirte.

A cúpula na Líbia foi marcada pela ausência de oito chefes de Estado, entre eles o egípcio, Hosni Mubarak, que no sábado retornou ao Cairo após uma cirurgia na Alemanha.

A cúpula teve a participação também do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e do chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, que igualmente pediram a cessação dos assentamentos israelenses.

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