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28/03/2010 - 18h05

Obama faz visita surpresa ao Afeganistão

Cabul, 28 mar (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, pediu hoje a seu colega afegão, Hamid Karzai, que intensifique as medidas contra a corrupção e o tráfico de drogas no Afeganistão durante sua primeira visita ao país desde sua eleição em novembro de 2008.

Obama aterrissou às 19h25 (11h55, Brasília) no aeroporto da base americana de Bagram, próxima a Cabul, em uma visita tão surpreendente que o presidente afegão foi avisado apenas com meia hora de antecedência, segundo disse à Agência Efe uma fonte do Palácio Presidencial. No entanto, o líder afegão assegurou que sabia da visita desde quinta-feira.

Dali, Obama foi de helicóptero à capital, onde se reuniu imediatamente com Karzai no Palácio Presidencial sob um grande aparato de segurança.

O líder americano louvou o progresso militar conseguido até agora no Afeganistão, mas acrescentou que os Estados Unidos também querem ver que se seguem "fazendo progressos no processo civil". Obama convidou Karzai para visitar Washington, o que deve acontecer no dia 12 de maio.

Após jantar com Karzai, Obama retornou à base de Bagram, onde falou com os oficiais e soldados dos EUA. "Esta não foi uma guerra escolhida. Fomos atacados no 11 de Setembro. A Al Qaeda ainda tem bases, conspira contra nossa pátria. Se os talibãs voltam ao poder, a Al Qaeda poderá ter operações e haverá vidas americanas em jogo", proclamou.

No fim de 2009, Obama decidiu fazer um reforço de 30 mil soldados americanos a fim de reverter o fortalecimento progressivo dos insurgentes talibãs, cada vez mais agressivos e potentes em suas fortificações do sul e leste do país.

No entanto, o presidente colocou 2011 como o ano do início da retirada das tropas, ao mesmo tempo em que Karzai se comprometeu que seu Exército, no prazo de cinco anos de seu mandato, deve assumir o controle da segurança do país, agora fundamentalmente a cargo de 140 mil soldados estrangeiros.

Dentro da nova estratégia de Obama, as tropas internacionais lançaram em fevereiro passado a maior operação militar desde a queda do regime talibã, com 15 mil soldados com a missão de expulsar os insurgentes de alguns de seus núcleos na província sulina de Helmand.

Enquanto isso Karzai impulsionou um plano de "reconciliação" para que os talibãs abandonem a luta armada. Em princípio o plano conta com o apoio de Washington, embora a Administração de Obama siga receosa com uma possível negociação com os insurgentes.

Segundo a Casa Branca, esta é uma viagem que o presidente queria fazer há muito tempo mas as condições meteorológicas e outros obstáculos logísticos não tinham permitido.

Obama já protagonizou no ano passado uma visita surpresa similar ao Iraque, onde também há tropas americanas.

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