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28/03/2010 - 16h54

Países do G8 se preparam para endurecer sanções sobre o Irã

Toronto (Canadá), 28 mar (EFE).- O endurecimento das sanções sobre o Irã será um dos principais temas tratados pelos ministros de Assuntos Exteriores do Grupo dos 8 (G8) durante a reunião de dois dias que começa amanhã nos arredores da capital canadense, Ottawa.

O ministro de Assuntos Exteriores do Canadá e anfitrião da reunião, Lawrence Cannon, disse nesta sexta-feira que Ottawa deve utilizar o encontro para pressionar os membros do grupo para impor sanções contra o Irã por seu programa nuclear, que supostamente teria como objetivo o desenvolvimento de armas nucleares.

"Suas ações provocam dúvidas muito sérias de que seu programa nuclear seja pacífico. Não nos fica outra opção se não buscar novas sanções contra o Irã, de preferência através do Conselho de Segurança das Nações Unidas", afirmou o ministro.

Teerã assegura, por sua vez, que seu programa nuclear, que inclui o enriquecimento de urânio para alimentar reatores nucleares, tem fins pacíficos e pretende gerar energia elétrica.

À reunião, que será realizada no Chateau Cartier, nos arredores de Ottawa, contará com a presença de representantes diplomáticos da França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá assim como a alta representante da União Europeia para Assuntos Exteriores, Catherine Asthon.

O objetivo dos países com uma posição mais dura em relação ao Irã (EUA, Canadá, Alemanha e França) é convencer à Rússia da necessidade de impor sanções severas.

Neste sentido, Washington negou na sexta-feira que esteja preparada para diminuir o tom de possíveis sanções em troca do apoio da Rússia e da China, países com direito a veto no Conselho de Segurança da ONU que se mostraram reticentes a seguir a linha de ação ocidental.

Os chanceleres também devem preparar o terreno para a Cúpula do G8 que será realizada no final de junho no norte de Toronto, quando o Irã voltará a ocupar um papel predominante nas discussões dos líderes das oito nações.

Na reunião também se tratadas igualmente a proliferação nuclear da Coreia do Norte.

Cannon disse que a reunião discutirá a revisão do Tratado de Não -Proliferação Nuclear levada a cabo em maio em Nova York perante o pouco êxito do desarmamento dos países nucleares e o temor de que outros persigam a produção de armas atômicas.

O chanceler canadense também pretende tratar do conflito no Afeganistão e da situação no Iêmen, em onde ocorreu um atentado fracassado contra um avião americano no dia 25 de dezembro.

No entanto, o Canadá disse que não tem planos introduzir nas discussões o conflito israelense-palestino depois das tensões provocadas pelo anúncio de que Tel Aviv construirá centenas de casas em Jerusalém Oriental, território que ocupa desde 1967.

Pouco antes do começo oficial da reunião, Cannon, a secretária de Estado de EUA, Hillary Clinton, e o ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, se reunirão, também nas proximidades de Ottawa, com seus colegas da Dinamarca e Noruega para falar sobre o Ártico.

Essa região está ganhando importância econômica e estratégica com o aumento global das temperaturas e o desaparecimento de sua camada de gelo. Além disso, acredita-se que existam grandes reservas de matéria prima no território.

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