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31/03/2010 - 11h45

Ban pede apoio de países a plano de ajuda ao Haiti

Nações Unidas, 31 mar (EFE).- O secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, pediu hoje, ao abrir a conferência internacional de doações em prol do Haiti, que a comunidade internacional contribua para o "ambicioso" plano de US$ 3,9 bilhões destinado à reconstrução do país caribenho, devastado por um terremoto no começo do ano.

"É um plano de ação concreto, específico e ambicioso", disse Ban aos representantes de 136 países presentes no encontro.

Segundo ele, "sob este plano, uma nova comissão para a recuperação do Haiti canalizará US$ 3,9 bilhões a programas e projetos específicos durante os próximos 18 meses".

Ban disse ainda que, ao longo dos próximos dez anos, os haitianos necessitarão de US$ 11,5 bilhões para se recuperarem dos danos causados pelo grande terremoto de 12 de janeiro.

O presidente do Haiti, René Préval, participa da conferência em busca de recursos financeiros para seu país. Além dele, também está presente o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti.

O secretário-geral da ONU pediu a Préval que, nessa nova etapa de seu país, busque "um Governo plenamente democrático" e realize políticas de combate à pobreza e à desigualdade social, além de dar ao país "um Poder Judiciário independente e uma sociedade civil vigilante e respeitosa aos direitos humanos".

Ban ressaltou que o objetivo do plano estratégico nacional elaborado pelas autoridades hatianas é "criar um novo Haiti" e guiar o país em seu processo de recuperação e reconstrução.

Além disso, ele ressaltou que toda a ajuda destinada ao Haiti "terá que ser bem investida e melhor coordenada".

O principal funcionário da ONU ressaltou que, paralelo à reconstrução, a comunidade internacional tem que continuar proporcionando ajuda de emergência em alimentos e cuidados de saúde, e de "maneira urgente".

A difícil situação do Haiti está sendo agravada pelo início da temporada de chuvas. Teme-se que ela piore quando se intensificar a temporada de furacões.

Ban expressou preocupação com a segurança das mulheres e das crianças nos acampamentos onde agora vivem os haitianos, muitos deles improvisados. Por isso, ele pediu a revisão da ajuda de emergência solicitada após a catástrofe, estimada em US$ 1,4 bilhão, dos quais até agora apenas 50% foram enviados.

O secretário-geral ressaltou também que, no caminho da reconstrução, o Governo haitiano terá que ter "um Governo plenamente democrático", com "políticas econômicas e sociais de combate à pobreza extrema às desigualdades" profundas da sociedade.

Ele também comentou com Préval que a "nova associação" entre as Nações Unidas e a comunidade internacional "se baseia nos princípios do bom Governo, da transparência e da responsabilidade mútua de governantes e governados", assim como dos setores público e privado, e entre o Haiti e a comunidade internacional.

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