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31/03/2010 - 19h39

Haiti receberá US$ 5,3 bi em ajuda nos próximos 2 anos

Nações Unidas, 31 mar (EFE).- A comunidade internacional mostrou hoje sua solidariedade com o Haiti e se comprometeu a destinar US$ 5,3 bilhões ao país nos próximos dois anos, superando assim o pedido inicial da ONU de US$ 3,9 bilhões.

"Esta é uma boa notícia, um exemplo da solidariedade internacional", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para quem "agora é preciso garantir que o Haiti receba esse dinheiro, e que será bem investido e melhor coordenado" disse.

Ban, na entrevista coletiva que fechou a reunião organizada pela ONU e pelos EUA, e copresidida pela Espanha, França, Canadá, Brasil e a União Europeia (UE), calculou as necessidades do Haiti durante os próximos dez anos em US$ 11,5 bilhões.

O ministro Celso Amorim ressaltou durante o encontro que "esta é uma oportunidade histórica para o Haiti". "Não há economia real sem o desenvolvimento verdadeiro dos mercados", disse Amorim, que afirmou que "Haiti não pode viver da caridade".

"Este é um bom dia para o Haiti, para as Nações Unidas e para a comunidade internacional, que demonstrou sua capacidade de resposta perante um grande desastre como o sofrido pelo país antilhano", afirmou por sua vez à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

De manhã Washington ofereceu US$ 1,15 bilhão de ajuda financeira ao Haiti durante os próximos 18 meses e a isso somaram-se os 1,235 bilhão de euros oferecidos pela UE e as demais doações dos participantes até chegar a US$ 5,3 bilhões.

O presidente do Haiti, René Préval, afirmou que "esta assistência preparará o terreno para o desenvolvimento que o Haiti necessita para o setor privado".

"Temos que aproveitar esta vantagem nos é oferecida agora. Temos que responder da maneira apropriada e com responsabilidade", acrescentou Préval, recolhendo assim a solicitação feita desde o início da conferência pelos países que pediram transparência e responsabilidade na aplicação dessa assistência internacional.

Ao mesmo tempo em que o encontrou foi encerrado, a ONG Oxfam, através de seu porta-voz em Nova York, Philippe Mathieu, ressaltou que "esse número de mais de US$ 5,3 bilhões é impressionante, generoso e necessário para o Haiti".

"No entanto, não deveria ser dinheiro reciclado de outras crises humanitárias", disse Mathieu, que alertou aos países que "os pobres e vulneráveis de outros desastres não deveriam ter de pagar por isto".

Ele lembrou que em 1998, quando aconteceu o furacão Mitch, também na região centro-americana, foram comprometidos US$ 9 bilhões "mas só se materializou um terço. Isso não pode voltar a ocorrer".

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