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31/03/2010 - 17h11

Líder separatista reivindica atentados contra Moscou

Moscou, 31 mar (EFE).- O líder dos separatistas islâmicos da Chechênia e do Cáucaso Norte russo, Dokú Umárov, reivindicou hoje a autoria dos atentados suicidas cometidos no metrô de Moscou e promete estender a guerra por toda Rússia.

Umárov, líder máximo da guerrilha, disse em um vídeo que o duplo atentado suicida que matou 39 mortos e deixou mais 70 feridos no metrô de Moscou na segunda-feira, tinha como objetivo "exterminar infiéis" e "enviar uma saudação" ao Serviço Federal de Segurança russo.

"As duas operações especiais foram realizaram por ordem minha e não são as últimas", afirma Umárov na gravação divulgada pela "Kavkaz TV", a televisão da guerrilha. Ele se apresenta com seu nome islâmico, Dokú Abu Usmán, e como dirigente do "Emirado do Cáucaso".

Em uma primeira reação, o senador russo pela Chechênia, Ziad Sabsabi, declarou que o líder separatista islâmico deve ser "aniquilado" independente de ter reivindicado ou não os atentados.

"Não importa que ele tenha assumido a responsabilidade por esse fassassinato. Seja como for, ele tem seus dias contados. Os encontraremos, da mesma forma que os que os rodeiam", assegurou o senador à agência "Interfax".

Na fita, gravada em uma floresta, Umárov afirma que os ataques de Moscou são uma vingança pelo "massacre atroz" de um grupo de civis que recolhiam alho silvestre para vender na fronteira da Inguchétia com a Chechênia no dia 11 de fevereiro, quase o único meio de subsistência dos mais pobres da zona nessa época do ano.

As autoridades afirmam que quatro civis caíram sob o fogo cruzado entre forças especiais e um grupo rebelde naquele dia. No entanto, os habitantes denunciam que o número de mortos foi muito maior, sendo que havia rastros de tortura e alguns deles foram degolados com armas brancas.

Umárov rejeita as acusações de terrorismo com o argumento de que a sociedade e os meios de comunicação de propaganda russa não condenaram o primeiro-ministro e ex-presidente russo, Vladimir Putin, ex-chefe do Serviço Federal de Segurança (FSB, ex-KGB), por este "assassinato de civis".

Além disso, lembra a sua promessa feita no mês passado de estender por toda Rússia uma guerra que o país só conhece "pela televisão e pelo rádio" e reitera que "esta não é a última operação, pois as operações continuarão no território de vocês".

Hoje mesmo, dois novos atentados suicidas causaram 13 mortes em Kizliar, cidade da república russa do Daguestão, no Cáucaso Norte, onde as forças de segurança acham que estão escondidos os terroristas que prepararam o ataque a Moscou.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, não duvidou em vincular esse novo ataque aos atentados da capital, ao assinalar que "são elos da mesma cadeia e uma manifestação da atividade terrorista que novamente se faz sentir novamente no Cáucaso Norte".

Putin também considerou possível que "os mesmos criminosos atuassem" em Moscou e no Daguestão, embora os ataques de hoje tenham sido dirigidos contra soldados do Interior, como quase sempre no Cáucaso, e não contra civis.

"Não importa onde estes atenteados sejam cometidos nem quem sejam as vítimas, de que povo ou religião, porque estes crimes são dirigidos contra a Rússia", assinalou o chefe do Governo.

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