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31/03/2010 - 19h59

Lula se despede de Dilma convencido de que ela será "mais do que ministra"

(atualiza com declarações do governador José Serra)

Brasília, 31 mar (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se despediu hoje de dez ministros que se candidatarão às eleições de outubro e disse ter certeza de que a candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, "será muito mais do que ministra".

Dilma, até agora ministra-chefe da Casa Civil, deixou o cargo junto a outros nove ministros que pretendem se candidatar a cargos no Congresso ou em Governos estaduais.

Lula se despediu de cada ministro com elogios moderados, inclusive da candidata à Presidência.

O presidente foi multado duas vezes pela Justiça Eleitoral por "campanha antecipada" em favor de Dilma, de quem ele elogiou hoje pela "extraordinária competência" e capacidade de gerência.

O governante sustentou que a saída da ministra "é um prejuízo para o país", mas disse ter certeza de que "a expectativa é de que seja muito mais que ministra da Casa Civil".

"O Brasil deve muito a ti. Sua saída deixa um vazio por um tempo determinado" no Governo, afirmou Lula sobre Dilma, a candidatura presidencial do PT para as eleições de 3 de outubro.

Dilma tomou a palavra pelos ministros salientes e fez um repasse das mudanças experientes pelo Brasil desde que Lula chegou ao poder em 2003, período no qual definiu como "o mais importante na história do país".

"Em sete anos e meio, nosso Governo mudou o país, venceu a miséria e a pobreza, a submissão, o pessimismo, o conformismo e a falta de dignidade", afirmou a candidata.

Segundo ela, a Administração "tirou quase 30 milhões de pessoas da pobreza e gerou 12 milhões de empregos" formais.

A agora ex-ministra da Casa Civil mandou uma mensagem à oposição e disse: "Eles não sabem o que oferecer a um povo que sabe que sua vida mudou".

Dilma assegurou que, ao renunciar ao Ministério, não diz "adeus, mas até logo". Ela garantiu que se sente "pronta" para continuar o caminho traçado por Lula e "ampliar os horizontes" criados para o país.

Horas depois, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se despediu do cargo com um discurso e disse que sai "fortalecido" para buscar a Presidência.

"Nosso Governo serve aos interesses públicos e não à máquina partidária. Nós (o PSDB) governamos para o povo", afirmou Serra.

A reforma do gabinete concretizada hoje segue a determinação da lei eleitoral, segundo a qual todo funcionário que ocupa um cargo público e deseja se candidatar a presidente, governador, senador ou deputado deve deixar o cargo atual seis meses antes.

Entre os pré-candidatos a governadores, saíram os ministros Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Alfredo Nascimento (Transporte), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Hélio Costa (Comunicações).

Os que deixaram o cargo para se candidatar a cargos legislativos foram Reinhold Stephanes (Agricultura), José Pimentel (Previdência), Carlos Minc (Meio Ambiente), Edison Lobão (Minas e Energia) e Edson Santos (Igualdade Racial).

Em quase todos os casos, os ministros foram substituídos por seus vice-ministros ou por técnicos de carreira nos respectivos ministérios.

Wagner Rossi, até agora presidente da Companhia Nacional de Abastecimento, ocupará o lugar de Stephanes na Agricultura.

Os vice-ministros Izabella Teixeira, João Santana, Márcio Zimmermann, Carlos Eduardo Gabas, Paulo Sergio Passos e Eloi Ferreira assumiram respectivamente em Meio Ambiente, Integração Nacional, Minas e Energia, Previdência, Transporte e Igualdade Racial.

O Ministério de Comunicações será agora conduzido pelo ex-chefe de gabinete da pasta, José Artur Filardi. Para o Desenvolvimento Social, quem toma posse é Márcia Lopes, que foi vice-ministra do Ministério até 2007.

Sábado é o prazo limite para que os pré-candidatos renunciem aos cargos na Administração pública. Até lá, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que tem categoria de ministro, deverá decidir se pede demissão ou continua no comando da instituição.

Segundo fontes políticas, Meirelles, considerado "arquiteto" da política monetária em vigor no Brasil, poderia ser candidato a governador, a senador ou a vice-presidente na chapa de Dilma.

A candidatura do PT à Vice-Presidência também pode ser disputada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, que hoje liderou a despedida dos ministros junto a Lula.

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