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31/03/2010 - 13h16

Novos atentados suicidas abalam Rússia 48 horas depois de ataques ao metrô

Elena Garuz Moscou, 31 mar (EFE).- A semana transcorre trágica na Rússia, onde dois novos atentados suicidas deixaram hoje 13 mortos no sul do país, enquanto continuam as investigações do duplo ataque terrorista de segunda-feira no metrô de Moscou, que matou 39 pessoas.

"Todos são elos da mesma cadeia e um reflexo da atividade terrorista que nos últimos tempos novamente foi sentida no norte do Cáucaso, contra a qual lutamos e continuaremos lutando", declarou o presidente russo, Dmitri Medvedev, durante uma sessão do Conselho de Segurança da Rússia.

Segundo ele, "o objetivo dos terroristas é desestabilizar a situação no país, destruir a sociedade civil e semear o medo e o pânico entre a população".

"Mas não o permitiremos", enfatizou Medvedev, que declarou na segunda-feira não medir esforços para combater os terroristas autores das explosões em duas estações do metrô de Moscou, que, além das mortes, deixaram mais de 70 feridos.

Por sua vez, o primeiro-ministro Vladimir Putin, não descartou que "atuassem os mesmos criminosos" tanto na segunda-feira no metrô de Moscou como esta manhã na República do Daguestão, território do norte do Cáucaso pertencente à Federação Russa.

"Não importa em que local sejam cometidos os crimes dessa classe e quem são as vítimas, de que povo ou religião. Esses crimes são dirigidos contra a Rússia", disse Putin, citado pelas agências.

O presidente do Daguestão, Magomedsalam Magomedov, se expressou na mesma linha e assegurou que "os responsáveis desse crime, estejam onde estejam, receberão o que merecem".

Nos atentados desta manhã, 13 pessoas - nove policiais, dois civis e os dois terroristas - morreram em atentados suicidas cometidos na cidade de Kizlyar, no Daguestão.

As explosões ocorreram a cerca de 300 metros de edifícios do Ministério do Interior, do Serviço Federal de Segurança (FSB) e de um colégio do Ensino Médio.

Os atentados deixaram também 28 feridos, oito deles com gravidade.

Enquanto isso, continuam as investigações para esclarecer as circunstâncias do duplo atentado perpetrado na segunda-feira em Moscou. Os investigadores esperam que as imagens das câmeras do metrô ofereçam alguma pista adicional.

"Mais de 3 mil câmeras (nas estações do metrô) estão conectadas ao centro de controle da Polícia no metrô. Os agentes analisam as imagens 24 horas por dia", explicou o chefe do departamento do Interior de Moscou, Vladimir Kolokoltsev.

As imagens, que se conservam durante 72 horas, "ajudaram-nos agora a determinar o círculo de pessoas que poderiam estar relacionadas com os atentados do dia 29", acrescentou.

Os auto-falantes da linha vermelha do metrô, na qual ficam as estações de Lubyanka e Park Kultury, pede qualquer informção aos passageiros da linha que possam fornecer detalhes sobre os incidentes.

Por outro lado, o comitê de instrução da Procuradoria russa pediu à imprensa não divulgar rumores nem informações não-confirmadas sobre os atentados, já que poderia complicar seu trabalho e pôr vidas em perigo.

"Após os atentados, a imprensa estão repletas de versões diferentes, nomes e retratos falados que com frequência não têm nada a ver com a realidade. Tudo isso influi negativamente na investigação, gera mais rumores e representa uma ameaça real para os investigadores e suas famílias", assinala o texto.

Alguns jornais publicaram hoje fotografias das mulheres suicidas, utilizadas pelo grupo de investigação, e também anúncios de que se procura três cúmplices, duas mulheres e um homem.

Enquanto isso, o número de agentes designados ao metrô de Moscou praticamente triplicou, assinalou Kolokoltsev.

Por outro lado, a Polícia intensificou os controles de todos os veículos nos acessos a Moscou, assim como nas áreas com grandes aglomerações de pessoas, "com especial atenção à circulação de pessoas procedentes do norte do Cáucaso", suposto local de origem das mulheres suicidas.

Hoje acontecem os primeiros funerais dos mortos, faltando dois corpos a serem identificados.

Por outro lado, várias organizações juvenis convocaram manifestações em repúdio aos atentados de segunda-feira e em memória dos mortos.

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