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31/03/2010 - 09h44

Para Putin, mesmo grupo pode estar por trás de recentes ataques na Rússia

Moscou, 31 mar (EFE).- O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, disse hoje que não descarta a hipótese de o grupo responsável pelos ataques de hoje na República Autônoma do Daguestão ter sido também o autor do duplo atentado de segunda-feira no metrô de Moscou.

"Não descarto que os mesmos criminosos tenham atuado. Não importa em que lugar crimes desse tipo sejam cometidos nem quem que sejam as vítimas (...). Estes crimes são dirigidos contra a Rússia", disse Putin às agências russas.

O chefe de Governo, que sempre prometeu ser duro com os guerrilheiros do norte do Cáucaso, mandou o ministro de Interior, Rashid Nurgaliev, "fortalecer a segurança policial" na região e, "em particular, no Daguestão".

Por sua vez, o presidente do Daguestão, Magomedsalam Magomedov, se mostrou convencido de que "as explosões no metrô de Moscou e as de hoje, em Kizliar, são elos da mesma corrente".

"Estes terroristas não precisam de paz, querem a guerra. Mas não deixaremos saiam impunes. Os responsáveis por estes crimes, estejam onde estiverem, receberão o que merecem", acrescentou.

Pelo menos 12 pessoas, entre elas nove policiais, morreram nesta quarta-feira em um novo duplo atentado na Federação Russa, desta vez no Daguestão.

Os ataques, cometidos por dois suicidas, deixaram 27 pessoas feridas, oito delas em estado grave.

A primeira explosão aconteceu às 8h42 (1h42 de Brasília), quando agentes da Polícia pararam um carro suspeito para revistá-lo.

Quando os policias se aproximaram, o motorista do veículo acionou uma bomba, que matou dois agentes e uma mulher que passava perto.

Passados 15 minutos, quando bombeiros, uma brigada operacional e soldados do Ministério de Situações de Emergência já tinham chegado ao local, outro terrorista suicida, disfarçado de policial, detonou um segundo explosivo, matando sete agentes.

As explosões aconteceram a cerca de 300 metros de uma escola e dos escritórios do Ministério de Interior e do Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB).

O ministro de Interior, Rashid Nurgaliev, ordenou o reforço das medidas de segurança nas principais infraestruturas e nos lugares mais movimentados do Daguestão.

Já o chefe de Estado russo, Dmitri Medvedev, informado do ocorrido pelo presidente do Daguestão, Magomedsalam Magomedov, mandou darem assistência médica e material aos feridos e toda ajuda necessária aos parentes dos mortos.

O FSB, principal órgão envolvido na luta antiterrorista, alega que os dois atentados foram organizados por grupos terroristas do norte do Cáucaso instalados na Rússia.

O chefe do Departamento de Interior de Moscou, Vladimir Kolokoltsev, informou que o número de agentes posicionados no metrô da capital russa praticamente triplicou.

Além disso, "estão sendo revistados os bairros residenciais e as zonas industriais, assim como os lugares com grande concentração de pessoas, sobretudo procedentes das regiões do norte do Cáucaso e da Ásia Central, incluindo hotéis, residências e outras propriedades".

A Polícia também está tomando medidas adicionais para garantir a segurança em escolas, hospitais, shoppings, cinemas, salas de concertos e outros lugares movimentados, acrescentou o funcionário.

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