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01/04/2010 - 19h12

Mãe de Guevara recebe restos de filho morto em cativeiro

Bogotá, 1 abr (EFE).- A senhora Emperatriz de Guevara recebeu hoje em um caixão e em meio a uma solenidade assustadora os restos do major de Polícia Julián Ernesto Guevara, morto em cativeiro em 2006, após ser sequestrado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 1998.

No aeroporto Vanguardia, da cidade de Villavicencio, o monsenhor Leonardo Gómez Serna fez uma oração em memória ao major da Polícia, cujos restos foram entregues hoje pelas Farc a uma missão humanitária liderada pela senadora Piedad Córdoba.

Para Piedad Córdoba, mediadora com as Farc, sua "missão foi cumprida", ao referir-se à operação da qual fizeram parte o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), a Igreja Católica e o coletivo Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP), liderado por ela.

Na conversa com os jornalistas, a senadora disse que os guerrilheiros presentes na entrega dos restos do major Guevara lhe renderam "honras militares" e o qualificaram como um "herói de guerra".

Além disso, Piedad Córdoba disse que as Farc vão anunciar depois as causas da morte de Guevara, que supostamente foi vítima de uma "doença tropical".

A senadora reafirmou que acompanhava neste momento de dor a família Guevara, especialmente dona Emperatriz, mas insistiu em que a devolução dos restos do oficial "é muito melhor do que o que acontece com os desaparecidos" na Colômbia.

Ressaltou que a paz será alcançada na Colômbia através da negociação, e reafirmou que a troca entre guerrilheiros presos em prisões da Colômbia e do exterior por sequestrados em poder das Farc deve acontecer no que resta do Governo do presidente Álvaro Uribe.

Já o monsenhor Leonardo Gómez Serna e o alto comissário para a paz da Colômbia, Frank Pearl, agradeceram ao Governo do Brasil, à comissão humanitária e, em geral, a todos os que tiveram envolvidos na libertação do soldado Josué Daniel Calvo (no domingo), do sargento Pablo Emilio Moncayo (na terça-feira) e na entrega dos restos de Guevara nesta quinta-feira.

A mãe de Guevara entregou os restos do oficial ao Corpo Técnico de Investigação (CTI) da Promotoria, que os custodiará até sua chegada a Bogotá para que o Instituto de Medicina Legal se encarregue de corroborar se correspondem ao uniformizado.

Um grupo de seis antropólogos, dentistas legistas e geneticistas analisarão as amostras de DNA do policial com as de sua mãe, processo no qual, segundo a instituição, pode demorar uma semana.

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