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02/04/2010 - 18h34

Morre mordomo que serviu a oito presidentes dos EUA

Washington, 2 abr (EFE).- Eugene Allen, um mordomo afro-americano que serviu a oito presidentes dos Estados Unidos, morreu em um hospital do estado de Maryland, aos 90 anos, em decorrência de uma falha renal, informou hoje o jornal "The Washington Post" em sua edição digital.

O diário assinala que Allen, que se tornou famoso depois de o "Washington Post" publicar uma série em 2008 sobre a história dos afro-americanos na Casa Branca, morreu na quinta-feira.

Quando Allen começou a trabalhar na Casa Branca, em 1952, com Harry Truman na Presidência, a segregação racial impedia os negros de utilizar os banheiros públicos em seu estado natal da Virgínia.

Quando deixou a residência oficial em 1986, após mais de três décadas, tinha presenciado momentos definitórios no movimento dos direitos civis no país.

Depois de aparecer na história do "Washington Post", recebeu um convite para participar da cerimônia de posse de Barack Obama, que se transformou em janeiro do ano passado, no primeiro presidente negro do país.

Allen nasceu no dia 14 de julho de 1919, na Virgínia, e trabalhou primeiro como garçom em seu estado natal e depois em um clube de Washington.

O diário lembra em seu artigo de hoje que em 1952 se candidatou a um cargo na Casa Branca, onde começou lavando pratos e lustrando objetos de prata.

Com o tempo, se transformou em "maitre", a posição mais prestigiosa entre os mordomos da Casa Branca, e que alcançou no Governo Ronald Reagan, o último presidente a quem serviu.

Na entrevista concedida ao "Washington Post" para a série de 2008, Allen lembrou de diversos momentos de sua vida, como quando o presidente John F. Kennedy foi assassinado e recebeu um convite para o enterro.

O mordomo decidiu não comparecer ao enterro por um motivo altruísta: "Alguém tinha de estar na Casa Branca para servir a todos quando voltassem do funeral", explicou.

Jackie Kennedy, viúva do presidente, lhe presentearia posteriormente com uma gravata do presidente assassinado, que ele mandou emoldurar.

Em sua longa lista de lembranças está também uma com a família Reagan, que não solicitou seus serviços durante um jantar de Estado com o chanceler alemão Helmut Kohl.

Allen disse ao "Post" em 2008 que a situação lhe preocupou, mas sua preocupação desapareceu quando a primeira-dama lhe disse que ele não havia sido escalado para trabalhar porque o queria, junto a sua esposa, Helene, entre os convidados do jantar.

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