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04/04/2010 - 12h21

Onda de atentados mata 30 e fere 224 no Iraque

Bagdá
  • Iraquianos observam carro-bomba utilizado em atentado em Bagdá

    Iraquianos observam carro-bomba utilizado em atentado em Bagdá

A explosão de três carros-bomba em Bagdá deixou pelo menos 30 mortos e 224 feridos, em uma onda de atentados que toma forma em meio às intensas e difíceis negociações para a formação de um novo governo iraquiano.

Os atentados aparentemente tinham como alvos embaixadas ou sedes consulares e foram cometidos por três terroristas suicidas nos bairros de Al Mansur, no oeste de Bagdá, e de Al Salehiya, no centro da capital.

Fontes policiais disseram à Agência EFE que, nos três casos, os motoristas dos carros-bomba também estavam com cintos com explosivos.

O domingo em Bagdá poderia ser ainda pior se um quarto terrorista não tivesse sido interceptado no bairro de Masbah quando conduzia outro carro-bomba. Ele também usava um cinto com explosivos. Ele morreu pelos disparos dos agentes antes que pudesse ativar os explosivos.

Uma das duas bombas do bairro de Al Mansur explodiu a cerca de 150 metros da Embaixada da Espanha em Bagdá. A sede diplomática sofreu danos consideráveis, mas não houve vítimas entre seu pessoal. O encarregado de negócios espanhol, Antonio González Zadala y Pena, relatou por telefone que um agente de segurança iraquiano morreu e outros dois ficaram gravemente feridos em um dos acessos à embaixada alemã, que fica ao lado da espanhola.

A outra bomba do bairro de Al Mansur afetou a sede do Consulado do Egito, onde vários agentes de segurança morreram, segundo o Ministério de Assuntos Exteriores egípcio. Quatro funcionários do consulado ficaram levemente feridos.

A sede diplomática egípcia fica dentro da "zona verde", uma ampla área de Bagdá que conta com medidas de segurança especiais. A explosão do centro da capital egípcia se deu perto da embaixada iraniana e nas proximidades do acesso principal à "zona verde". Ali, dois agentes de segurança iraquianos morreram, segundo as mesmas fontes.

O porta-voz do Plano de Segurança de Bagdá, general Qasim Atta, disse à televisão iraquiana que as suspeitas apontam para a rede terrorista Al Qaeda e partidários do regime de Saddam Hussein. Segundo o porta-voz, a onda de atentados pretendia "mostrar ao mundo uma imagem ruim" do Iraque e dar a impressão de que a situação no país está "fora de controle".

As explosões de hoje são as mais graves em Bagdá desde os atentados em diferentes hotéis da capital no dia 25 de janeiro, deixando 36 mortos e mais de 100 feridos. Em paralelo aos atentados, continuam as negociações para a formação de um governo de coalizão no Iraque após as eleições parlamentares de 7 de março, nas quais não houve um claro vencedor.

As autoridades iraquianas já expressaram em outras ocasiões seu temor a atentados nesta etapa política, seja por parte da Al Qaeda, que tentou boicotar o pleito, ou por causa de rivalidades sectárias.

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