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05/04/2010 - 15h55

Conselho de Segurança está "preparado" para discutir sanções contra Irã

Nações Unidas, 5 abr (EFE).- O Conselho de Segurança das Nações Unidas está "preparado" para discutir em abril uma quarta rodada de sanções contra o Irã se um projeto de resolução for acordado a tempo, disse hoje o presidente rotativo do órgão, o embaixador japonês, Yukio Takasu.

"Estou preparado para tratar o assunto assim que a situação permitir, mas por enquanto não há uma data precisa", disse Takasu na apresentação da agenda mensal do Conselho de Segurança da ONU.

Além disso, ressaltou que a disputa sobre a natureza do programa nuclear iraniano "recebe a mais alta atenção dos líderes políticos" atualmente.

Takasu disse que não recebeu nenhuma indicação dos países que apoiam as novas sanções sobre quando apresentarão um projeto de resolução e qual seria seu conteúdo, mas sabe que há "intensas consultas entre as partes".

Além disso, afirmou que o Japão e "outro membro do conselho, que não está entre os cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido), realizaram reuniões de alto nível com o Irã para tentar encontrar uma saída para o conflito".

Também aconselhou às cinco potências que incluam os 10 membros não-permanentes do Conselho de Segurança nas negociações sobre as novas sanções.

"As decisões são adotadas pelos 15 países, por isso é aconselhável que todos participemos do processo", acrescentou.

EUA, França, Reino Unido e Alemanha apoiam a aplicação de sanções contra o Irã por sua reiterada recusa a deter o enriquecimento de urânio e cooperar plenamente com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Rússia e China, tradicionalmente opostas às sanções, parecem ter abandonado suas reservas e aceitaram negociar a imposição de novas punições, após a estagnação das negociações, abertas no ano passado com Teerã.

As possíveis novas sanções propostas por Washington e seus aliados se centrariam nas atividades econômicas da Guarda Revolucionária iraniana e incluiriam uma proibição total de certas transações comerciais com o Irã.

Também ampliariam a lista de indivíduos iranianos que teriam seus ativos congelados no exterior e seriam proibidos de viajar, assim como a dos bancos iranianos com os quais não se poderia fazer negócio.

À medida que aumentam as possibilidades de que a ONU imponha uma quarta rodada de sanções, também crescem as dúvidas sobre a eficácia das três anteriores.

O "Wall Street Journal" informou hoje que a quantidade de fundos iranianos congelados é "surpreendentemente baixa", comparado com o volume de transações internacionais do Irã.

Nos EUA há somente US$ 43 milhões iranianos congelados, menos que um quarto da receita arrecada por dia com o petróleo iraniano, enquanto na Suíça o número não chega a US$ 1,5 milhão, segundo o jornal.

O Governo americano respondeu que o importante não é a quantidade de dinheiro retido, mas complicar as operações financeiras iranianas no exterior para convencer o país a colaborar com a comunidade internacional.

Por sua parte, a instituição conservadora americana Heritage Foundation pede aos EUA e à União Europeia (UE) que imponha suas próprias sanções diante da possibilidade de que Rússia e China "diluam" o rigor das medidas adotadas pelo Conselho de Segurança.

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