UOL Notícias Notícias
 

06/04/2010 - 20h05

Amorim defende no Senado aproximação a Irã, Cuba e Venezuela

Brasília, 6 abr (EFE).- O chanceler Celso Amorim defendeu hoje na Comissão de Relações Exteriores do Senado a aproximação que o Brasil promove com Irã, Cuba, Venezuela e outros países polêmicos, ao dizer que "o isolamento seria pior".

Amorim foi convocado pela comissão do Senado para um debate sobre as políticas da Chancelaria. Nele, ouviu duras críticas da oposição pela relação que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém com os presidentes Raúl Castro (Cuba), Hugo Chávez (Venezuela) e Mahmoud Ahmadinejad (Irã).

O ministro respondeu caso por caso, mas em cada um deles disse que a intenção do Brasil é impedir o isolamento de determinados Governos, a fim de poder ser um interlocutor confiável em momentos de tensões.

No caso da Venezuela, que teve Hugo Chávez tachado de ditador por membros do PSDB, Amorim lembrou que algumas vezes o Brasil influiu para que fossem aceitos observadores estrangeiros em eleições que "depois foram consideradas legítimas".

Em relação a Cuba, opinou que a ilha tem um Governo "que já não responde a todos os interesses do povo", mas reiterou que isso, em grande parte, se deve "ao mais longo embargo da história", em alusão às sanções impostas pelos Estados Unidos.

"Se há uma maneira de facilitar uma evolução política em Cuba é acabar com o embargo", declarou Amorim, que afirmou que o Brasil "ajudou e ajuda" a ilha com o fortalecimento do comércio e dos investimentos e com a cooperação em infraestrutura.

Segundo o chanceler, esse tipo de cooperação "terá também uma influência positiva na política" cubana.

As críticas no caso cubano, em tom velado, partiram até de senadores governistas, como Eduardo Suplicy (PT-SP), que pediu a Amorim que defenda perante Lula a permissão de uma visita ao Brasil da blogueira Yoani Sánchez, que não pode deixar Cuba.

Ao comentar a política com o Irã, Amorim reiterou a tese de que ainda é possível alcançar pela via do diálogo algum acordo que permita à comunidade internacional vigiar seus planos nucleares.

Amorim disse que as sanções defendidas pelos EUA e outros países "só radicalizarão o Irã", país que "ficará mais isolado" e "sofrerá ainda mais". Segundo ele, toda represália econômica "repercutirá mais nos mais pobres".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,63
    3,167
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    0,87
    65.667,62
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host