UOL Notícias Notícias
 

06/04/2010 - 17h35

Ataque guerrilheiro mata 3 da ONU e outros 16 na RDC

Kinshasa, 6 abr (EFE).- Um ataque guerrilheiro contra a cidade e o aeroporto de Mbandaka, no noroeste da República Democrática do Congo (RDC), terminou com três funcionários da ONU, nove rebeldes e sete soldados e policiais mortos, informaram hoje diversas fontes.

Os confrontos começaram no domingo, quando os soldados descobriram em Mbandaka um grupo de rebeldes armados da etnia enyele em uma embarcação procedente de Kinshasa. Depois, dezenas de guerrilheiros decidiram atacar o aeroporto.

Entre as vítimas que trabalhavam para a ONU estava um capacete azul de Gana integrante da missão das Nações Unidas no país (Monuc). Os outros dois foram um piloto sul-africano, morto a tiros, e um congolês, que teve um ataque do coração durante a ofensiva rebelde.

Já o ministro da Habitação da RDC, Maj Kisimba Ngoyi, porta-voz interino do Governo, disse que nos confrontos morreram dois membros da Monuc, um militar, dois policiais e nove rebeldes.

Um morador da cidade, que pediu anonimato, disse à Agência Efe por telefone que os policiais e militares congoleses mortos são pelo menos sete, mas não explicou quantas vítimas houve entre os guerrilheiros e membros da Monuc.

A nota da Monuc assinala que os soldados, junto à Polícia congolesa e o Exército governamental, faz patrulhas pela cidade de Mbandaka para proteger a população e restaurar a normalidade.

Também indica que na selva próxima à cidade de Mbandaka, para onde fugiram os rebeldes, seguem os combates de forma esporádica.

O governador da província de Équateur, Jean-Claude Baende, assegurou hoje que a situação está sob controle das forças governamentais e pediu à população que volte à atividade normal.

A Monuc e as Forças Armadas da RDC se reuniram hoje em Kinshasa e disseram que seguirão cooperando para reforçar o controle da cidade de Mbandaka, capital de Équateur.

Funcionários do hospital Wangata, em Mbandaka, disseram ter contado 14 mortos, além de nove feridos em estado grave.

Em novembro passado, a província foi palco de enfrentamentos entre clãs das etnias enyele e munzaya, quando milícias do primeiro grupo tentaram se apoderar de terras e áreas de pesca dos rivais.

Na época, dezenas de pessoas foram mortas e cerca de 200 mil ficaram deslocadas, das quais dezenas de milhares fugiram para a vizinha República do Congo.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    12h29

    -0,99
    3,126
    Outras moedas
  • Bovespa

    12h30

    1,39
    64.646,62
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host