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06/04/2010 - 17h55

EUA buscarão "terreno comum" com Rússia sobre defesa antimísseis

Washington, 6 abr (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, assegurou hoje que seu Governo conversará e trabalhará com o da Rússia para encontrar "um terreno comum" sobre o sistema de defesa antimísseis que Washington quer instalar no leste europeu.

Hillary disse que não estava surpresa com as preocupações expressadas por Moscou sobre o novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês), que não restringe de maneira alguma a política de defesa antimísseis dos EUA, como a Rússia pretendia.

"Não é surpresa alguma que os russos continuem preocupados com nosso programa de defesa antimísseis", disse Hillary, depois que o chanceler russo, Serguei Lavrov, afirmou que Moscou emitirá na quinta-feira, após a assinatura do novo Start, em Praga, uma declaração oficial que incluirá os termos pelos quais a Rússia poderia denunciar o acordo, diante do temor de que os escudos ameacem sua segurança e arsenal militar.

Hillary, em entrevista coletiva hoje, na qual foi apresentada a Revisão de Postura Nuclear (NPR, na sigla em inglês) dos EUA, disse que não tinha visto as declarações de Lavrov, mas assegurou que seu país explicou suficientemente a Moscou o objetivo do escudo no leste europeu e que não estará dirigido à Rússia, mas a qualquer possível ameaça procedente do Irã.

"Tentamos explicar a eles reiteradamente o propósito do sistema de defesa antimísseis, o papel que pode e deve ter na prevenção da proliferação e do terrorismo nuclear e oferecemos aos russos constantemente a oportunidade de cooperar conosco", afirmou a chefe da diplomacia americana.

O novo acordo inclui uma cláusula para denunciá-lo, que é habitual neste tipo de pacto sobre o controle de armas.

No entanto, Moscou quer emitir uma declaração na qual conste explicitamente que terá o direito de abandonar o novo Start se os EUA se dotarem de sistemas antimísseis que coloquem o arsenal estratégico russo em interdição e ameacem sua segurança.

"O Start não aborda a defesa antimísseis. É para reduzir os arsenais nucleares dos dois países. Seguiremos conversando com os russos. Deixamos claro que desejamos a ratificação do acordo e depois outra rodada de diálogo com os russos sobre mais reduções", disse Hillary.

"Também trabalharemos com eles para encontrar um terreno comum em torno da defesa antimísseis, que estamos comprometidos a perseguir", acrescentou.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e o líder russo, Dmitri Medvedev, assinarão no dia 8 de abril, em Praga, o novo Start, que substitui o de 1991, que expirou em dezembro de 2009.

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