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06/04/2010 - 13h46

EUA limitarão uso de armas nucleares a "circunstâncias extremas"

Washington, 6 abr (EFE).- Washington, 6 abr (EFE).- O Governo dos Estados Unidos promete fazer uso de armas atômicas apenas em "circunstâncias extremas" para defender os interesses vitais do país ou de seus aliados, segundo a nova estratégia nuclear americana, divulgada hoje.

Dentro da nova estratégia, os EUA se comprometem a "não utilizar nem ameaçar com armas nucleares" os países que não dispõem desses arsenais e cumpram suas obrigações dentro do Tratado de Não-Proliferação.

Caso esses países ataquem os Estados Unidos com armas biológicas ou químicas, Washington responderia com uma força "militar convencional devastadora".

No entanto, segundo o relatório, os EUA se reservam o direito de modificar seu compromisso perante o "potencial catastrófico das armas biológicas e os rápidos avanços" nessas tecnologias.

No caso dos países que não respeitem o TNP, os Estados Unidos preveem "uma estreita gama de circunstâncias nas quais as armas nucleares podem exercer um papel".

Por isso, os EUA assinalam que não estão dispostos a declarar que utilizarão "exclusivamente" seu arsenal atômico em caso de um ataque nuclear por parte de outro país, como tinham esperado alguns setores progressistas.

Segundo o documento, os EUA buscarão "estabelecer as condições nas quais se possa adotar com segurança essa política" no futuro.

O relatório adverte também que o terrorismo nuclear é o "perigo mais extremo e imediato" da atualidade. Grupos como a rede Al Qaeda estão dispostos a utilizar bombas atômicas se alcançam fazer-se com elas.

A outra grande ameaça é a "proliferação nuclear", segundo o documento, que cita especificamente o Irã e a Coreia do Norte, cujo "comportamento provocador aumentou a instabilidade em suas regiões e poderia gerar pressões nos países vizinhos", os quais buscariam, por sua vez, adquirir armas nucleares.

A luta contra a não-proliferação é uma das pedras angulares da política externa do presidente americano, Barack Obama, que há um ano estabeleceu em Praga uma proposta para conseguir um futuro sem armas nucleares e que se dispõe a assinar na quinta-feira um novo acordo com a Rússia de redução de armas nucleares.

O relatório conhecido como Revisão de Postura Nuclear (Nuclear Posture Review, ou NPR na sigla em inglês) é emitido a cada novo mandato presidencial, por ordem do Congresso americano. O último datava de 2002, durante o Governo do então presidente George W. Bush.

A NPR de Obama era esperada inicialmente para dezembro, mas sua publicação foi adiada em diversas ocasiões por aparentes divergências sobre seu conteúdo dentro do próprio Governo.

O documento será divulgado um dia antes de Obama partir para uma visita a Praga, onde deverá assinar junto ao presidente russo, Dmitri Medvedev, um novo tratado de redução de armas nucleares que substituirá o Start de 1991, que expirou em dezembro passado.

Além disso, o presidente americano será o anfitrião na próxima semana em Washington de uma cúpula sobre segurança nuclear à qual estão convidados os chefes de Estado e de Governo de 44 países.

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