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06/04/2010 - 20h46

Fortes chuvas deixam ao menos 95 mortos e causam caos no Rio de Janeiro

(corrige número de mortos no quarto parágrafo).

Rio de Janeiro, 6 abr (EFE).- As fortes chuvas que começaram na tarde de segunda-feira já duram 24 horas e deixaram ao menos 95 mortos e 20 desaparecidos no estado do Rio de Janeiro e causaram caos na capital.

O temporal, que foi acompanhado por ventos que chegaram a 70 km/h em algumas regiões, causou deslizamentos de terra em bairros do Rio e em municípios vizinhos, soterrando casas e matando muitos de seus moradores.

Segundo o Corpo de Bombeiros, até o momento 35 pessoas morreram em deslizamentos no Rio, nos bairros de Andaraí e Jacarepaguá, além dos Morros dos Prazeres, do Borel, dos Macacos e do Turano.

De acordo com a mesma fonte, outras 48 mortes, também por deslizamentos de terra, foram registradas em Niterói, além de nove em São Gonçalo, e o restante em outras cidades do estado, como Petrópolis, Nilópolis e Paracambi.

As fortes chuvas, que já duram quase 24 horas, com algumas pausas, transformaram em verdadeiros rios as ruas e avenidas da cidade, onde na manhã de hoje era praticamente impossível circular.

O número total de mortos sobe com a passagem das horas e, a julgar pelos relatórios da Defesa Civil sobre novos deslizamentos e desaparições que chegam sem parar, o número de vítimas fatais desta tragédia seguramente superará a centena.

O aguaceiro, que diminui em alguns momentos, mas que não parou completamente, transformou muitas ruas e avenidas da cidade em autênticos rios, onde na manhã de hoje era praticamente impossível circular, enquanto o povo fazia peripécias para tratar de chegar ao trabalho o menos molhados possível.

O prefeito Eduardo Paes recomendou que a população ficasse em casa no dia de hoje.

Com o trânsito parado, a rede de ensino pública e escolas privadas suspenderam suas atividades, alguns estabelecimentos comerciais não abriram suas portas e as ruas da cidade ficaram vazias.

Paes eximiu sua gestão de qualquer responsabilidade, afirmando que a culpa das mortes e do caos foi exclusivamente o mau tempo, causado por uma frente fria que se juntou com ar quente sobre a região sudeste do Brasil, segundo especialistas.

"A Prefeitura estava preparada. Não havia previsão de chuva dessa intensidade", disse Paes, que assegurou que não há rede de água e de esgoto que resista a um volume de chuva como o que castigou o Rio de Janeiro ontem e hoje.

De acordo com a meteorologia, em algumas partes da cidade, em menos de 12h caíram 300 milímetros de chuva, o dobro do previsto para todo o mês de abril.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, declarou estado de emergência e pediu às pessoas que vivem em zonas consideradas de risco que deixem seus lares para evitar uma tragédia maior.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ajuda a Deus para parar a chuva, em entrevista à imprensa local.

"A única coisa que podemos fazer num momento como esse é pedir a Deus que pare um pouco a chuva para que a situação retorne à normalidade", disse Lula, que teve que cancelar a maior parte dos compromissos oficiais que tinha hoje na cidade.

Segundo Lula, o Rio de Janeiro está preparado para sediar os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo com muita tranquilidade e disse que, assim como no Chile após os terremotos do fim de fevereiro, "o povo segue vivendo e construindo sua vida".

O temporal afetou também as operações tanto no aeroporto internacional Antônio Carlos Jobim, quanto no Santos Dumont. Muitos voos foram cancelados hoje ou saíram com atrasos consideráveis, segundo a Infraero.

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